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sábado, 29 de janeiro de 2022

Freixo, Renan e Jean Prates integram conselho chamado por Bolsonaro

Presidente disse que reunirá o Conselho da República, que tem entre os membros o deputado Marcelo Freixo e os senadores Renan Calheiros e Jean Paul Prates, todo de oposição.

7 de setembro de 2021

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Um dos principais adversários de Bolsonaro no parlamento, onde relata a CPI da Covid, Renan Calheiros integra o Conselho da República na condição de líder da maioria no Senado. (Foto: Reprodução)

O desejo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de reunir o Conselho da República, nesta quarta-feira (8), para “mostrar fotos” do ato de Sete de Setembro em apoio a ele repercutiram sob incredulidade entre os congressistas. Órgão superior de consulta da Presidência, o conselho nunca se reuniu no atual governo nem há agenda marcada para amanhã.

“Amanhã estarei no Conselho da República juntamente com ministros para nós, juntamente com presidente da Câmara, Senado e do Supremo Tribunal Federal, com esta fotografia de vocês mostrar para onde nós todos devemos ir”, disse o presidente, depois de ameaçar o Supremo, sobretudo os ministros Alexandre de Moraes e Luiz Fux, presidente da corte.

Com 14 integrantes, o Conselho da República tem entre os membros os líderes da Minoria na Câmara e no Senado, respectivamente, Marcelo Freixo (PSB-RJ) e Jean Paul Prates (PT-RN),

Também em resposta às declarações do presidente, Freixo informou que não irá participar uma eventual convocação do Conselho da República. “Se houver reunião não participarei”, escreveu Freixo no Twitter. “Bolsonaro está isolado e tenta encenar uma força que não tem”, acrescentou.

Ainda de acordo com ele “não será sob chantagem do presidente, que participa de um ato, ameaça ministros, que ameaça intervenção militar, que ameaça o fechamento do Congresso, que o Conselho da República tem que se reunir”, resumiu.

Também integrante do Conselho da República, o senador Jean Paul Prates, sinalizou que não chancelará um ato de exceção caso o presidente convoque mesmo a reunião do conselho e coloque tal pedido.

“Bolsonaro anunciou que pretende ser reunir com o Conselho da República. Não adiantou a pauta, nem convidou formalmente os integrantes. Como Líder da Minoria no Senado, tenho assento no Conselho”, disse Prates. “Desconfio de um presidente que nunca prezou pelo debate quando se propõe a reunir o Conselho da República. Minha posição é de defesa vigorosa da democracia e contrária a atos como os que estamos assistindo hoje, que só contribuem para a erosão de nossa sociedade”, acrescentou.

Ainda de acordo com ele, o Conselho da República pode ou não seguir orientações do presidente. “A minha [orientação] seria: Renuncie, Presidente!”, provocou o senador do PT.

Vice-presidente e Maioria

Integram ainda o Conselho o vice-presidente Hamilton Mourão, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, e lideranças na Maioria nas duas Casas Legislativas. A maioria, no entanto, não necessariamente significa o governo.

No caso do Senado, o líder da Maioria é um opositor, Renan Calheiros (MDB-AL) para quem a convocação do Conselho da República é “bravata golpista”.

“Depois do fiasco, Bolsonaro recorre a bravatas golpistas contra as instituições. Perdeu e seguirá sendo enquadrado pela democracia implantada com muitas dores, perdas e sangue. O fascismo não triunfará”, comentou Renan sobre a dita convocação.

Sob regime de instância consultiva, entre as funções está avaliar intervenção nos estados e decretação de estado de sítio e de defesa. Qualquer uma dessas decisões, porém, depende de votação do Congresso.

Texto: Com informações do Congresso em Foco

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