Ex-prefeito de Maués, ex-deputado estadual, ex-candidato à vice-governador do Amazonas, Sidney Leite (PSD) busca a reeleição para a Câmara dos Deputados, em Brasília, com propostas para o Estado e opiniões firmes sobre os rumos políticos no Amazonas e no País.
O parlamentar Elogia o governador Wilson Lima (UB) ao mesmo tempo em que vê dificuldades na campanha de Amazonino Mendes (Cidadania) ao Governo do Amazonas e adverte para a necessidade do Brasil fazer as “reformas profundas” que são necessárias.
Sidney Leite concedeu entrevista à TV RealTime1, seguindo a série de conversas que o canal tem feito com os pré-candidatos à vaga de deputado federal nas eleições de outubro de 2022.
Ao ser indagado sobre a administração de Wilson Lima, Sidney reconhece que o governador avançou em popularidade enquanto foi encontrando “o estilo próprio de governar”.
“O Amazonas é um Estado complexo e o que eu vejo agora é que o Wilson Lima se encontrou e consegue fazer tanto ações na capital, em parceria com o [prefeito] David Almeida (Avante), quanto no interior”, disse o deputado, acrescentando que isso contribuiu para que o governador alavancasse seus números nas pesquisas eleitorais.
O pré-candidato à Câmara não hesita em falar que o concorrente de Wilson Lima, Amazonino Mendes, “não tem base eleitoral” e que entre outras dificuldades falta até fonte de financiamento da sua campanha.
“Sabemos que a campanha para Governo do Amazonas não é uma campanha simples. É necessária toda uma logística”, reforça. Por isso, ele avalia que é grande a possibilidade de Amazonino e Braga se unirem e que nos próximos dias ainda “haverá muitos desdobramentos”.
Sobre suas propostas, Sidney Leite é um defensor de uma indústria petroquímica no Amazonas e na conversão do combustível das embarcações do Estado. “Entre as que ficam atracadas e as que navegam são mais de 30 mil embarcações. Podemos mudar a matriz do diesel para o gás natural”, sugere o deputado, como alternativa barata e sustentável ao modal.
Ele vê com cautela as apostas no Turismo como fator de desenvolvimento no Estado. Reconhece a importância do setor, mas destaca que há gargalos a serem equacionados e que, por hora, não há como a atividade substituir a Zona Franca de Manaus.
” A Zona Franca faturou no ano passado R$ 160 bilhões. O faturamento do Turismo em todo o Brasil não chegou a isso. Nós temos falta de internet (no interior), falta de portos e aeroportos”, destaca o parlamentar.
Confira a entrevista:
Texto: Emerson Medina
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