quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Josué Neto na Aleam: mandato sob polêmicas e falta de transparência

Eleito presidente da Aleam pela primeira vez em 2013 já em meio à polêmicas, o ex-deputado também se despediu do parlamento estadual sem deixar claro alguns contratos.
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O agora ex-deputado estadual Josué Neto deixa para trás um mandato marcado por polêmicas e falta de transparência na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Josué Neto, que foi empossado conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM), estreou no parlamento estadual em 2006, quando exercia o mandato de vereador e foi eleito deputado pelo então Partido da Frente Liberal (PFL), hoje, Democratas (DEM).

Em seu segundo mandato na Aleam (2010-2014) foi eleito, pela primeira vez, presidente da Casa Legisltativa. Dessa vez, o parlamentar era filiado ao Partido Social Democrático (PSD).

Josué presidiu a Aleam no biênio 2013-2014, mas durante sua gestão teve que encarar toda a bancada de oposição que considerou sua vitória como um “ato antidemocrático”, pelo fato de ter sido uma indicação do então governador Omar Aziz (PSD).

A partir de 2016 Josué obteve os votos necessários para se eleger por quatro mandatos consecutivos, ausentando-se da Casa apenas durante o período de campanha para as eleições municipais de 2006, onde concorreu ao cargo de vice-prefeito ao lado de Marcelo Ramos (PL).

Acusado por colegas de ‘ferir’ Constituição para ser conselheiro

Uma das polêmicas mais recentes envolvendo o nome de Josué Neto aconteceu em dezembro do ano passado e está justamente ligada à vaga de conselheiro no TCE-AM.

Acusado de “bandido e golpista” pela deputada Alessandra Campêlo (MDB), Josué Neto, junto a outros parlamentares, aprovaram uma PEC em poucos minutos que antecipou a votação para a nova presidência da Casa, abrindo caminha para Roberto Cidade (PV) o substituir e, assim, ele garantir a cadeira no TCE-AM, um “acordo com via de mão-dupla“, como caracterizaram alguns colegas da Aleam.

O fato ficou conhecido como “PEC Miojo”.

O decano da Casa, Belarmino Lins (PP), na época, chegou a dizer que Josué estava “maculando a história do parlamento“.

Aleam sem transparência

O RealTime1 vinha pressionando o deputado Josué Neto desde junho do ano passado sobre a falta de transparência da Aleam.

O portal queria informações sobre contratos e demais gastos na gestão presidida pelo parlamentar, inclusive já investigados pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM).

Outra polêmica relacionada à falta de transparência na Aleam enquanto presidida por Josué.

Em novembro de 2020, por exemplo, no ranking da Transparência dos poderes estaduais (MP-AM, Governo, Defensoria Pública, Tribunal de Justiça, Tribunal de Contas e Assembleia), a Aleam aparecia em último lugar neste quesito.

Procurado pelo RealTime1 na época, Josué Neto foi sucinto em dizer que todos os seus atos estavam de acordo com a lei.

Texto: Rosianne Couto

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