Eleito em 2006 deputado federal pelo PSB, o vereador Marcelo Serafim quer retornar ao cargo agora pelo Avante, partido que se filiou em março deste ano. Em entrevista à TV Realtime1, Marcelo disse ter como bandeiras principais a saúde e a defesa das questões amazônicas.
“A gente precisa preservar a Zona Franca de Manaus, mas também começar a discutir nova modalidades de sustento para a nossa economia, entre elas, a questão do turismo”, disse Marcelo.
O vereador considera “um mico”, o estado importar peixe de Roraima e Rondônia, quando o Amazonas tem condições de fazer fazendas. “Se você fizer complexo de fazendas de produção de pescado, tambaqui, pirarucu e outros peixes da nossa região, certamente você vai ter todo aquele eixo do Rio Solimões se sustentando de recursos naturais sem devastar e sem desmatar,” disse.
Sobre a política nacional, o vereador disse que tem restrições sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e gostaria que os brasileiros tivessem outras opções para derrotar o governo de Jair Bolsonaro (PL), que considera “desastroso” para o país e, principalmente, para o Amazonas.
“O Amazonas vem sendo atacado pelo Bolsonaro e eu não poderia me posicionar de forma favorável a um governo que tem tentado de todas as formas prejudicar o meu Estado”, destacou.
Para o Senado, o vereador disse que a disputa deve ficar entre o senador Omar Aziz (PSD) e o ex-prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB), mas existe um terceiro nome que ele considera um “desastre” para o Amazonas.
“O amazonense que tiver o mínimo de juízo não vota naquele que defende medidas que prejudicam de forma tão severa a Zona Franca de Manaus, porque o Amazonas não pode eleger uma pessoa desse perfil. O coronelismo acabou, não dá para você votar nesse tipo de gente”, afirmou Marcelo Serafim, numa clara alusão a Coronel Menezes, que é pré-candidato ao Senado pelo PL e o ‘indicado’ do presidente.
Na entrevista, o parlamentar falou sobre a mudança de partido e do quão concorrido será o pleito deste ano para muitos cargos. Ele comentou ainda sobre as dificuldades que o interior enfrenta em relação à falta de emprego e de melhor assistência médica.
Assista:
Texto: Aldizangela Brito
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