No dia do depoimento do ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Fabio Wajngarten, o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL) trocou a placa com seu nome na bancada da comissão pelo número de mortos por Covid-19 até hoje (12): 425.711.
A provocação ao governo Jair Bolsonaro (sem partido) ocorre um dia após Renan afirmar que “o Brasil virou cemitério do mundo” e que “o fato de terem transformado o Brasil nisso não ficará impune”.
O país conta com o segundo maior número de mortos até agora por consequências do coronavírus, apenas atrás dos Estados Unidos. Na CPI, o senador tem sido uma dor de cabeça para o presidente.
Bolsonaro e os mortos na pandemia
Em janeiro deste ano, ao tratar de mortes pela doença, Bolsonaro afirmou que “muito laudos são forçados, dados como se Covid fossem, na verdade, nós sabemos que não é”. O esforço de contabilidade paralelo da imprensa nasceu, em junho do ano passado, no momento em que o Governo Federal reduziu a transparência sobre os dados de óbitos causados pela doença.
No dia 22 de março de 2020, Bolsonaro previu que o número de óbitos causados pela Covid-19 seria em torno de 800 pessoas. Esse número é 532 vezes menos que o número de óbitos registrados até esta terça (11).
Da Redação, com informações do UOL
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