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sexta, 30 de julho de 2021

‘Pazzuello foi corajoso’: ex-secretário entra em contradição na CPI

Fábio Wajngarten negou quase todas as afirmações que fez em entrevista à revista Veja, quando chamou Pazuello de "ineficaz e incompetente".

12 de maio de 2021

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Ex-secretário Fábio Wajngarten chegou a ser ameaçado pelo presidente da CPI, Omar Aziz, para falar a verdade sob pena de consequências (Foto: Reprodução)

A proposta da Pfizer para a venda de vacinas para o Brasil causou contradições nas falas do ex-secretário de comunicação do Governo Federal, Fabio Wajngarten, à Comissão da Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid na manhã desta quarta-feira (12).

O ex-secretário voltou atrás em diversas afirmações feitas em uma entrevista à revista Veja, onde ele havia descrito que o Ministério da Saúde foi “incompetente e ineficiente” na compra das vacinas. Aliviando a fala sobre o ex-ministro Eduardo Pazzuello, Wanjgarten disse ter se referido à burocracia direcionada à compra e não ao general.

“A morosidade na tomada de decisões, que é característica da administração púbica, é um problema nos casos excepcionais como a gente tem na pandemia”, afirmou o ex-secretário, elogiando ainda a administração de Pazzuello no MS que, segundo ele, “foi corajoso” ao assumir a pasta em meio à crise da Covid-19.

Mais contradições

Wajngarten desmentiu a afirmação que fez à revista de que a proposta da Pfizer era ofertar 70 milhões doses da vacina. Ele disse que a quantidade seria 500 mil no início das negociações. Os documentos aos quais ele disse que teria guardado, na realidade estão em posse da Secretaria de Comunicação do governo.

Sobre a carta, datada de 11 de setembro de 2020 e que foi endereçada pela farmacêutica estadunidense ao presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia Paulo Guedes, o ex-ministro Pazzuello, o vice-presidente Hamilton Mourão, o ministro-chefe da Casa Civil Walter Braga Netto e ao embaixador do Brasil nos Estados Unidos, Nestor Forster, o ex-secretário revelou que foi respondida após as intermediações dele, no dia 9 de novembro.

Entretanto, Wajngarten afirmou que não participou das negociações apesar de dizer também que “criou atalhos” para a compra como no dia 17 de novembro quando esteve reunido com o CEO da Pfizer, encontro ao qual Bolsonaro foi informado. Nesse dia, segundo ele, não foram discutidos os valores por dose da empresa.

O publicitário mudou também a versão do cronograma de entrega das vacinas e disse que supôs que a entrega seria ainda em 2020, uma vez que a Pfizer havia informado que se o Brasil fizesse o acordo para a compra em tempo hábil, eles encurtariam os prazos para entrega.

Texto: Giovanna Marinho

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