Mais uma reunião da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, no Senado, iniciou com desentendimentos entre os senadores nesta terça-feira (4). Os debates orquestrados pela base governista questionou o plano de trabalho apresentado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL)
O primeiro a pedir a palavra foi o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), quando foi lido um pedido de ordem. Segundo ele, o plano de Calheiros ignorou o requerimento apresentado por ele que é uma das bases para criação da CPI, sobre a inclusão de estados e municípios nas investigações.
Já Marcos Rogério (DEM-RO) defendendo a posição do colega, disse que o plano de trabalho é um “ataque” ao governo ao invés de um roteiro de investigação e que foi apresentado de forma monocrática por Calheiros, sem ser votado pelos demais membros da comissão.
O vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) reclamou pela demora para início das sessões com as interrupções dos governistas e acusou Girão de estar infiltrado pelo Palácio do Planalto para atrapalhar o andamento da CPI. “Toda vez ficam querendo questionar o trabalho do relator”, criticou.
Por fim, o presidente da mesa, Omar Aziz (PSD) disse que não seria necessário acrescentar o pedido de ordem para a votação, pois as atualizações seriam feitas ao longo das apurações. O senador pediu para seguir primeiramente a cronologia da crise sanitária.
“Não dá para gente fazer uma CPi e achar que mandamos milhões e milhões para os estados e municipios e não aconteceu nada lá”, disse Omar, justificando ainda que as informações requeridas aos estados e municípios ainda não haviam sido enviadas para o Senado.
Enquanto os senadores debatiam os contrapontos das investigações, o ex-ministro da Saúde Luis Henrique Mandetta, seguia aguardando por quase uma hora.
Por Giovanna Marinho
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