Por meio de sua advogada, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também entrou com um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter o direito de ficar em silêncio durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. O interrogatório está marcado para está quinta-feira (20).
No site do STF, é possível observar que o documento, que segundo a reportagem do Jornal O Globo segue os moldes do que a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu o habeas corpus para Pazuello, foi protocolado quase às 20h de ontem.
Por que Mayra é investigada?
Mayra entrou no radar da CPI porque, no começo deste mês, ela assumiu para o Ministério Público Federal (MPF) que foi responsável pela organização de uma comitiva de médicos que vieram para o Amazonas com a finalidade de difundir o uso da cloroquina como tratamento contra a Covid-19.
Durante depoimento ao MPF, ela disse que o Ministério incentivou o uso do fármaco em diversas visitas de médicos voluntários a unidades de saúde de Manaus, onde a comitiva esteve em janeiro, dias antes do colapso do sistema e da crise de falta de oxigênio.
Pazuello conseguiu
No final da noite de sexta-feira (14), o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, foi favorável ao pedido de Pazuello e, no dia 19 de maior, quando for interrogado pelos senadores na CPI, não precisará responder a perguntas que possam incriminá-lo.
Texto: Rosianne Couto, com informações do O Globo
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