quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Como Pazuello, 'Capitã Cloroquina' aciona STF para não falar à CPI

Mayra Pinheiro é secretária do Ministério da Saúde e tem depoimento marcado para quinta-feira (20). Ela incentivava uso de cloroquina entre pacientes com Covid.
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Por meio de sua advogada, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, também entrou com um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter o direito de ficar em silêncio durante seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. O interrogatório está marcado para está quinta-feira (20).

No site do STF, é possível observar que o documento, que segundo a reportagem do Jornal O Globo segue os moldes do que a Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu o habeas corpus para Pazuello, foi protocolado quase às 20h de ontem.

Por que Mayra é investigada?

Mayra entrou no radar da CPI porque, no começo deste mês, ela assumiu para o Ministério Público Federal (MPF) que foi responsável pela organização de uma comitiva de médicos que vieram para o Amazonas com a finalidade de difundir o uso da cloroquina como tratamento contra a Covid-19.

Durante depoimento ao MPF, ela disse que o Ministério incentivou o uso do fármaco em diversas visitas de médicos voluntários a unidades de saúde de Manaus, onde a comitiva esteve em janeiro, dias antes do colapso do sistema e da crise de falta de oxigênio.

Pazuello conseguiu

No final da noite de sexta-feira (14), o ministro do STF, Ricardo Lewandowski, foi favorável ao pedido de Pazuello e, no dia 19 de maior, quando for interrogado pelos senadores na CPI, não precisará responder a perguntas que possam incriminá-lo.

Texto: Rosianne Couto, com informações do O Globo

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