quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Voto impresso pode gerar 'mapismo' e fraudes, defende Velloso

Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Carlos Velloso, afirma que voto eletrônico é utilizado há 25 anos sem indícios de fraudes.
COMPARTILHE
Voto impresso

“Após 25 anos de uso da urna eletrônica sem evidências de fraudes, o apoio ao voto impresso traduz desconhecimento sobre o processo eleitoral”. Essa foi a análise externada pelo ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso afirmou, durante entrevista ao podcast “Supremo na semana”, no sábado (24).

De acordo com Velloso, a população desconhece o assunto, defende o tema e não imagina o retrocesso que o retorno do voto impresso representa ao sistema eleitoral brasileiro.

“E esse desconhecimento pode gerar apoio a esse anúncio de retrocesso que não traz nenhum benefício. Ao contrário, nos faz retornar ao sistema antigo do voto de papel. Basta que se peça a conferência dos votos (eletrônicos) com os impressos para se restaurar a contagem manual, aquilo que gerava mapismo (como era chamado o aproveitamento dos votos em branco), que gerava uma série de fraudes”, disse Velloso na conversa.

O ministro, que se aposentou em 2006, aos 70 anos – posteriormente houve alteração na Constituição para alterar a idade máxima para 75 anos – era presidente do Tribunal Superior Eleitoral quando as urnas de voto eletrônico foram idealizadas.

Ao ser questionado sobre a narrativa de que existe fraude no processo eleitoral e que, por isso, o Brasil precisa do voto impresso, Velloso disse: “É uma retórica política atrasada. Os parlamentares precisam tomar conhecimento do que é o processo eleitoral e de como ele se desenvolve. É, na verdade, um dos melhores processos em matéria eleitoral do mundo. E a Justiça Eleitoral foi criada no Brasil justamente para resolver o problema, para tornar legítimas as eleições e cada vez mais legítima, portanto, a democracia que praticamos, que é a democracia representativa”, destacou.

Velloso considerou positivos, ainda, os esforços do Tribunal Superior Eleitoral para explicar sobre o funcionamento do sistema e os mecanismos existentes de auditagem. 

Da redação com informações do portal do Supremo Tribunal Federal

Leia Mais:

COMPARTILHE