terça-feira, 29 de setembro de 2026

Redução do IPI ameaça a manutenção da Floresta em pé no Amazonas

Preservação ambiental é uma das contrapartidas para instalação das empresas no PIM. Com a possível saída das fábricas, alternativa econômica se voltará ao setor primário.
COMPARTILHE
Projetos Senado

Constantes ataques, por parte do governo federal, ao modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) põem em risco a manutenção de empresas, empregos e ainda, a manutenção da Floresta Amazônica em pé. O cenário preocupa representantes dos segmentos de meio ambiente, assim como parlamentar.

O superintendente da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), Virgílio Viana, destaca que a preservação do meio ambiente é uma das contrapartidas para a instalação e operação das fábricas no Polo Industrial de Manaus (PIM). Porém, as incansáveis investidas do governo federal em reduzir incentivos fiscais de setores produtivos instalados no parque fabril põem em risco a continuidade das fábricas em Manaus e podem, a longo prazo, representar o redirecionamento dos trabalhos ao setor primário e elevar os índices de desmatamentos.

“Uma eventual extinção ou redução do PIM pode gerar gravíssimas consequências do ponto de vista do desmatamento e da destruição ambiental na região. Torcemos para que o governo federal reverta essa decisão de golpe de enfraquecimento à ZFM”, disse Viana.

Segundo o deputado Serafim Corrêa (PSB), se medidas como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) continuarem sendo deferidas pelo governo federal, no mesmo ritmo, as fabricantes deixarão o PIM, ocorrerão desempregos e a população precisará se ocupar em outras atividades. Ele afirma que o principal afetado será o interior do estado.

“Se medidas semelhantes a essa (decreto do IPI) continuarem a ser tomadas o que vai acontecer é o esvaziamento do PIM e se isso acontecer, as pessoas terão que viver de alguma coisa, e caindo a receita, arrecadação, isso tudo vai remeter para a diminuição dos recursos das prefeituras que são os principais empregadores no interior do estado. Nessas condições corremos o risco sim de começar a caminhar por outros caminhos e isso será ruim”, explicou o parlamentar.

Texto: Priscila Caldas

Leia Mais:

COMPARTILHE