terça-feira, 22 de setembro de 2026

Consumo de chocolate deve crescer no Brasil, aponta setor

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O consumo de chocolate no Brasil tende a crescer, segundo avaliação da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados. A análise foi divulgada no Dia Mundial do Chocolate, celebrado nesta terça-feira, 7 de julho.

O Brasil é considerado um mercado relevante porque reúne praticamente toda a cadeia produtiva, desde produtores de cacau e indústria moageira até fabricantes de chocolate. De acordo com a Abicab, a produção nacional passou de 805 mil toneladas em 2024 para 814 mil toneladas em 2025. A produção de 2026 ainda será fechada ao fim do exercício, mas a entidade estima continuidade do crescimento.

O consumo per capita brasileiro está próximo de 4 quilos por ano. A associação avalia que há espaço para expansão quando o país é comparado a mercados norte-americanos e europeus, onde o consumo anual fica entre 9 e 10 quilos por pessoa.

O setor também movimenta cifras expressivas. Dados citados pela Agência Brasil apontam que o mercado alcançou R$ 42,5 bilhões em 2025, impulsionado por chocolates finos, inovação e consumo fora do período da Páscoa. Nas exportações, o Brasil vendeu 37,8 mil toneladas de chocolate em 2025, gerando US$ 210,2 milhões. No primeiro trimestre de 2026, foram exportadas 7,7 mil toneladas, equivalentes a US$ 47 milhões.

A indústria associada à Abicab gera cerca de 450 mil postos de trabalho. Na Páscoa de 2026, os empregos temporários subiram de 9.946 vagas no ano anterior para 14.558, com lançamento de mais de 130 novos produtos no período.

Apesar do bom desempenho industrial, a cadeia ainda enfrenta desafios. Produtores de cacau convivem com oscilação de preços, dependência climática e necessidade de maior agregação de valor. A nova Lei 15.404/2026, sancionada em maio, estabelece regras sobre produtos derivados de cacau e percentual mínimo de cacau nos chocolates, com entrada em vigor em maio de 2027.

A Agência Brasil informou os dados de produção, consumo, exportações e empregos com base em informações da Abicab, ComexStat e representantes da cadeia produtiva.

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