quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Professores encerram greve e mantêm estado permanente de mobilização na categoria

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Professores reunidos em assembleia levantam as mãos para votar o fim da greve do magistério municipal em Manaus.
Professores votam em assembleia da Asprom Sindical que decidiu pelo fim da greve do magistério municipal

A Asprom Sindical anunciou, nesta sexta-feira (21/11), o fim da greve do magistério municipal iniciada em 13 de novembro em reação à reforma da previdência aprovada pela Câmara Municipal de Manaus. A categoria decidiu retomar as atividades na segunda-feira (24/11).

A paralisação começou após a tramitação do Projeto de Lei Complementar nº 8/2025, chamado pelos professores de “PL da Morte”.

O texto eleva a idade mínima e o tempo de contribuição para aposentadoria dos servidores que ingressaram no serviço público municipal após 2003.

Mesmo com a aprovação da reforma, os docentes afirmam que mobilizações e protestos resultaram em alterações no texto original.

Durante os dias de greve, a categoria realizou atos na Câmara Municipal, ocupou a frente da Prefeitura e promoveu protesto na Ponta Negra.

Professores também bloquearam vias e organizaram manifestações com palavras de ordem contra o projeto.

Confronto com a guarda municipal

A paralisação também teve um dos episódios mais tensos na quinta-feira (20/11), quando professores relataram confronto direto com agentes municipais durante um ato na Ponta Negra.

Manifestantes afirmam que a Guarda Municipal bloqueou trechos da orla e lançou spray de pimenta contra o grupo que protestava contra a reforma da previdência.

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As denúncias foram registradas em vídeos e divulgadas por veículos locais. Até o momento, a Prefeitura e a Guarda Municipal não apresentaram versão oficial sobre a ação dos agentes.

Decisão unânime

Em nota pública, a Asprom informou que a decisão pelo encerramento da greve foi unânime em assembleia. “A partir da próxima segunda-feira, 24/11/25, todos os grevistas estarão de volta aos seus locais de trabalho, em todos os turnos”, diz o comunicado.

A entidade afirmou que buscará diálogo com o Poder Público para tratar da reposição das aulas. “Queremos garantir a integridade do ano letivo aos nossos estudantes”, registra a nota.

A Asprom classificou a mobilização como vitoriosa devido às emendas aprovadas durante a tramitação do projeto e declarou permanência em estado permanente de greve.

O sindicato também informou que ingressará na Justiça para pedir a anulação da lei. A diretoria convocou os professores para acompanhar a discussão da Lei Orçamentária Anual, onde pretende defender a inclusão de aumento real nos salários em 2026.

Confira a íntegra da nota:

SINDICATO DOS PROFESSORES E PEDAGOGOS DE MANAUS – ASPROMSINDICAL.

COMANDO GERAL DE GREVE.

NOTA PÚBLICA SOBRE A GREVE DO MAGISTÉRIO MUNICIPAL.

O Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus vem a público notificar a sociedade Manaura que a categoria do Magistério deliberou por unanimidade ,hoje, 21/11/25, em Assembleia Geral Extraordinária, o encerramento da greve que acontecia na categoria.

A partir da próxima segunda-feira, 24/11/25, todos os grevistas estarão de volta aos seus locais de trabalho, em todos os turnos.

Informamos que a Diretoria do Sindicato, em conjunto com o Comando Geral de Greve, tomará a iniciativa de buscar o Poder Público para tratar sobre a reposição das aulas que deixaram de ser dadas aos estudantes, pois não queremos que os mesmos sejam prejudicados com a ausência das aulas. Queremos garantir a integridade do ano letivo aos nossos estudantes.

Os grevistas avaliam que, mesmo que a Reforma da Previdência tenha sido aprovada, a greve foi vitoriosa, principalmente pelas emendas que alteraram o projeto original do Prefeito David Almeida.

Por esses motivos, todos estão de cabeça erguida, com orgulho e altivez de terem tido a coragem de fazer o enfrentamento ao maior ataque desferido contra os servidores públicos de Manaus.

O AspromSindical irá ingressar na justiça para buscar a anulação da lei aprovada.

Foi deliberado o Estado Permanente de Greve para lutar pelas mudanças estruturais necessárias na Educação e no Serviço Público de Manaus. Dessa maneira, o Comando Geral de Greve e os Comandos zonais de Greve continuam ativos e atuantes na categoria.

Agradecemos sobremaneira, o incondicional apoio da sociedade e da imprensa livre e independente de nossa cidade. Sem vocês nossa greve não seria vitoriosa como foi.

Convocamos nossa categoria para lutar pelas emendas à Lei Orçamentária Anual, onde pretendemos incluir um percentual de aumento real nos salários em 2026.

Um forte abraço a todos!

A luta continua!

COMANDO GERAL DE GREVE.

A DIRETORIA.

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