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sábado, 08 de maio de 2021

PSOL mira em candidaturas para governo do Amazonas e Senado em 2022

A direção estadual do partido afirmou que o PSOL ainda não abriu um amplo debate sobre o processo eleitoral, mas já tem expectativas sobre possíveis candidaturas.

1 de abril de 2021

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Partido também defende frente ampla da esquerda se outros partidos abrirem mão de estratégias individuais (Foto: Reprodução)

Com articulações nos bastidores da política amazonense, o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL-AM) também já se movimenta para lançar nomes para a disputa de 2022, com candidatos ao governo do Amazonas e para o Congresso. Ao RealTime1, o presidente do diretório estadual do partido, Raoni Lopes, explicou como a sigla deve se preparar para o próximo pleito.

De acordo com o presidente do diretório estadual, Raoni Lopes, há uma probabilidade de 90% do PSOL ter um candidato ao Governo do Estado e de 100% de lançar candidato para disputar a vaga no Senado que atualmente pertence a Omar Aziz (PSD).

“Ainda estamos discutindo. Quadros nos bastidores para serem candidatos ao governo e ao Senado, nós temos. Vou dar dois exemplos, temos a Marklize Siqueira, que foi candidata a vice-prefeita que foi, inclusive, nossa melhor candidata nas últimas eleições, temos um bom candidato também que é o Hebert Amazonas, que já tem afinidade com o partido, e o Jonas Araújo, que foi nosso pré-candidato a prefeito”, revelou.

Cenário para governo em 2021

Ao RealTime1, o presidente opinou sobre as prováveis candidaturas que surgem nos bastidores da política, como Eduardo Braga (MDB), Omar Aziz (PSD), José Ricardo (PT), Amazonino Mendes (Pode) e Eron Bezerra (PCdoB).

“Já tinha falado com o Eron e eu acho ele um bom quadro, mas diante da mudança de cenário depois de que Lula voltou a ser elegível, eu não sei em que ponto vai ficar a candidatura dele”, afirmou.

Sobre Zé Ricardo (PT), o dirigente partidário afirmou que acrediata que a aposta do “homem da kombi” vai continuar se consolidando na Câmara Federal.

“Já Eduardo Braga vai canalizar toda a oposição ao Wilson Lima. Acho que Omar vem junto com Wilson. Se formos ter esse quadro, será uma eleição com nível razoável, porque teremos oposição à direita e à esquerda, mas [acredito] que o favorito ainda seja o Wilson Lima, apesar dele estar desgastado nesse cenário”, informou.

Raoni Lopes acredita que o cenário ainda é muito incerto. Para ele, se a conjuntura do ano que vem tiver a Covid-19 como base, Wilson Lima deve perder, mas se for em cima de um clima de “continuidade e renovação”, ele talvez se mantenha, porque deve se alinhar à velha política, não diferente do que o Bolsonaro já está fazendo no Congresso, e ir em direção do “centrão do Amazonas”.

Para o dirigente, se José Ricardo for o candidato do Lula, ele espera que o PT consiga ter estrutura e organização para ter diálogo com a esquerda. Raoni não descarta a dificuldade deste diálogo ocorrer, lembrando que existe um racha interno entre os deputados José Ricardo e Sinésio Campos há muito tempo.

“Não é só lançar o nome do Zé Ricardo, é trazer um debate programático conosco e, antes fazer debate de como enfrentar a pandemia. Eu acho meio difícil [o debate], porque você sabe como é o PT, tem o pessoal do Zé e do Sinésio, então eu acho que esse diálogo tem que começar, mas sendo objetivo para este ano e para o que está acontecendo”.

Desmonte na ZFM é principal problema

Questionado sobre quais problemas o partido enxerga no estado, Raoni não titubeou em dizer que é o desmonte da Zona Franca de Manaus e que é ´preciso interromper o presidente Bolsonaro.

“A indústria hoje está se desmontando, porque a base dela eram os incentivos fiscais e desde o governo Dilma vem diminuindo, acho que o Paulo Guedes acelerou. A cada ano os incentivos vem sendo retirados e a bancada [federal] diz que a culpa é dele e não do Bolsonaro. Mas a gente sabe que a culpa é do Bolsonaro, porque ele queria desmontar a indústria nacional. Quando digo que uma parte da economia está se desmontando quero dizer que ela vai se reconfigurar em comércio e serviços e isso vai prejudicar aqui, porque não temos leis trabalhistas que favorecem o trabalho informal”, declarou.

Hoje, o problema é praticamente ter retorno da indústria no Amazonas e para isso é necessário ter mão de obra e investimento estatal, coisa que não é uma receita do ministro da Economia, Paulo Guedes e nem de Bolsonaro para a Amazônia, defendeu Raoni.

Lula vs. Bolsonaro

Em uma possível disputa no segundo turno do ex-presidente Lula e o atual Bolsonaro, o PSOL deve apoiar o petista. Mas Raoni defendeu que qualquer outro candidato à presidência que for para o segundo turno contra Bolsonaro, terá o apoio do partido. E, no caso do PT, esse apoio dependerá também de um diálogo.

“Isso é um debate ainda dentro do PSOL. Mas essas definições teremos no congresso que começa a partir desse mês. Uma parte [do partido] defende começar o diálogo com o Lula sobre a crise atual. Mas isso depende também do PT, com quem eles estarão afim de dialogar. Por exemplo, eu quero apoiar o PT, mas será que ele quer meu apoio? Mas, no segundo turno vamos apoiar eleo”, disse.

Reportagem: Milena Soares

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