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sábado, 08 de maio de 2021

Depoimento de Mandetta evidencia divergências com Bolsonaro

O ex-ministro da Saúde Luis Henrique Mandetta afirmou que o presidente Jair Bolsonaro tinha o assessoramento de terceiross sobre a enfrentamento da Covid-19.

4 de maio de 2021

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Luiz Henrique Mandetta depõe na comissão há duas horas e não há prazo para oitiva acabar. (Foto: Reprodução)

O ex-ministro da Saúde Luis Henrique Mandetta evidenciou, ao responder perguntas do relator da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, Renan Calheiros (MDB/AL), que houve divergências graves entre ele e o presidente Jair Bolsonaro nas ações de enfrentamento da pandemia.

Mandetta afirmou que Bolsonaro tinha um assessoramento paralelo, pois mesmo conversando com o presidente sobre as consequências do uso da hidroxicloroquina e a necessidade de isolamento social para conter as infecções e mortes pelo vírus o presidente tomava posicionamentos públicos contrários.

O ex-ministro narrou um episódio em que esteve no Palácio do Planalto e encontrou um decreto presidencial pedindo alteração da bula do medicamento.

“Havia sobre a mesa um papel não timbrado com um decreto presidencial para que fosse sugerido na reunião que se mudasse a bula da cloroquina na Anvisa colocando na bula a indicaçao de cloroquina para coronavírus. […] o ministro Jorge Ramos falou: isso não é uma lavra daqui. É uma sugestão. Se é uma sugestão é a sugestão de alguém”, contou Mandetta.

Segundo ele, não partiu do Ministério da Saúde o pedido para a fabricação em larga escala de cloroquina, mas do próprio presidente. “Não passou pelo MS não sei se isso foi diretamente uma determinação à margem do ministério”, relatou.

Durante a sua gestão, o ex-ministro afirmou que apoiou o isolamento social como uma uma medida correta para frear o vírus. Mandetta contou ainda que sabia do impacto da doença no Sistema Único de Saúde (SUS) quando chegasse a camada mais vulnerável da população por isso havia recomendado as medidas.

E afirmou: “Todas as recomendações fiz com base na ciência. As fiz em público, em todas as minhas manifestações de orientações do boletim”,

“Eu sou médico. Jurei na minha formatura. Jurei quando tomei posse como deputado federal defender a constituição e o principio da vida. Ali não era uma situação de diferenças politicas. Era um momento republicano”, completou Mandetta.

De acordo com o ex-ministro Bolsonaro recebeu uma carta de recomendações no dia 28 de março, mas as informações repassadas a ele, mas não refletiram na prática. Mandetta disponibilizou o conteúdo da carta para os membros da CPI.

Texto: Giovanna Marinho

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