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quinta, 06 de maio de 2021

Crítico de Bolsonaro, Mandetta será o primeiro a ser ouvido na CPI

Sugestão foi feita pelo virtual presidente da comissão, o senador Omar Aziz, que trabalha para ouvir o ex-ministro da Saúde já na primeira sessão de trabalho da CPI.

19 de abril de 2021

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O ex-ministro defendia uso de máscaras, distanciamento social e a compra de vacinas, temas que o distanciaram do presidente Bolsonaro. (Foto: Reprodução)

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta deverá ser o primeiro a ser ouvido pela Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid. A informação é do senador Omar Aziz, o virtual presidente da CPI.

Para Omar, será importante ouvir a maior autoridade do país na área de saúde no momento em que a pandemia chegou ao País, em março do ano passado. Na avaliação dele, se a comissão for instalada na quinta-feira (22), Mandetta já poderá ser ouvido na sessão da próxima terça-feira (27).

Os detalhes sobre a instalação da CPI, contudo, ainda estão sendo amarrados entre Omar e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG), que prefere que os trabalhos comecem na terça-feira, o que daria mais tempo para o governo Bolsonaro se articular no Parlamento.

Mandetta, um ex-deputado pelo DEM/MT, é um crítico do governo Bolsonaro e tem o nome citado entre os que poderão disputar a presidência na eleição do próximo ano. Em setembro de 20202 ele lançou o livro “Um paciente chamado Brasil”, no qual conta a versão dele para os embates com Jair Bolsonaro.

No livro ele dá detalhes das conversas que teve com o presidente e a postura desligada desse com os riscos trazidos pela nova doença. Mandetta chega a dizer que o presidente não o ouvia, optando por interlocutores como o deputado Osmar Terra, que defendia a tese de que a pandemia acabaria em 8 de abril de 2020 e não mataria nem cinco mil pessoas. Já são mais de 360 mil mortos e a doença não dá sinais de que vá ser controlada tão cedo.

Mas para o ex-ministro, o principal pecado é não ter comprado vacinas para imunizar o povo brasileiro. Mandetta costuma citar a oferta de 70 milhões de doses da Pfizer/BioNTech oferecidas em agosto do ano passado, mas que não obteve resposta de Bolsonaro ou do então ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello. Cita também os oficios encaminhados pelo Instituto Butantan ofertando 160 milhões de doses nos meses de julho, agosto e outubro, todos ignorados por Pazuello.

Texto: Gerson Severo Dantas

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