quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Depoimento de Mandetta acaba após sete horas; Pazuello fica para o dia 19

Com a transferência do depoimento de Eduardo Pazuello, que alegou ter que ficar em 'quarentena' pós contato com pessoas com Covid, Nelson Teich falará nesta quarta-feira (5).
COMPARTILHE

O depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta durou mais de nove horas na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 e foi marcado pelo embate entre os governistas, que optaram por defender o uso do kit-covid e tratamento precoce, e o chamado grupo dos 7, que destacou a ineficácia do remédio e os erros do governo de Jair Bolsonaro no enfrentamento da doença.

“Poderíamos ter feito muito melhor se não tivéssemos tomado atitudes tóxicas como essa de remédios sem eficácia”, resumiu Mandetta, criticando ainda a militarização do Ministério da Saúde na gestão do general Eduardo Pazuello.

Além do depoimento de Mandetta, essa primeira sessão de oitivas de testemunhas foi marcada pela transferência do depoimento de Pazuello desta quarta-feira (5) para o dia 19. Pazuello alegou que manteve contato com duas pessoas que tem Covid-19 e se ofereceu para prestar depoimento por videoconferência.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD), disse que passou o dia todo em contato com o Comando do Exército para saber das condições de Pazuello para depor e que só no início da tarde um ofício da Secretaria-Geral do Exército trouxe a situação real dele. “A secretaria diz que Pazuello teve contato com duas pessoas contaminadas e colocou como opções: depoimento por vídeo ou presencial em 15 dias”, contou Omar, que colocou em votação propondo que o depoimento ficasse para o dia 19. A opção de Omar foi aprovada por unanimidade.

Com isso, o depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich foi transferido de hoje para esta quarta-feira. Teich foi ministro por 28 dias entre abril e maio do ano passado.

Texto: Gerson Severo Dantas

Leia mais:

COMPARTILHE