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sábado, 24 de julho de 2021

CPI tem primeiro depoente preso: ‘ninguém vai brincar aqui’, diz Omar

O presidente da CPI, senador Omar Aziz, deu voz de prisão ao ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias, por entender que ele estava mentindo à comissão.

7 de julho de 2021

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A decisão de Omar Aziz foi criticada até mesmo por integrantes do G7, grupo oposicionista da CPI (Foto: Agência Senado)

A sessão desta quarta-feira (7) da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid no Senado terminou com o primeiro depoente preso.

O presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD) deu voz de prisão ao ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, por entender que ele estava mentindo à CPI, quando afirmou que não teve responsabilidade na negociação da vacina indiana Covaxin.

O estopim da decisão de Omar Aziz foram áudios divulgados pela rede CNN, enquanto o depoente era inquirido pelos senadores na CPI, que mostram o cabo da PM, Luiz Paulo Dominguetti, comentando com um interlocutor que a negociação das vacinas estava garantida e que a assinatura do contrato seria feita por Roberto Dias.

Bate-boca e discordância

A decisão de Omar Aziz gerou bate-boca na sessão e mostrou a discordância, inclusive de integrantes do G7, como o senador Otto Alencar (PSD-BA), que pediu ao presidente da CPI que reconsiderasse sua decisão.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL), o vice-presidente Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o senador Humberto Costa (PT-PE) apoiaram a decisão de Omar e rechaçaram qualquer possibilidade de racha do G7 por conta da prisão do depoente.

Após a sessão, nas redes sociais, o senador Omar Aziz comentou sua decisão.

“Não vamos ouvir historinha de servidor que pediu propina. E quem vier depor achando que pode brincar, terá o mesmo destino”, ameaçou Aziz.

Omar também justificou sua decisão no desejo de fazer Justiça. “Prender alguém não é uma decisão fácil. Mas, não aceito que a CPI vire chacota. Temos mais de 527 mil mortos nesta pandemia. E gente fazendo negociata com vacina. A Comissão busca fazer justiça pelo Brasil”, declarou.

Texto: Omar Gusmão

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