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sábado, 24 de julho de 2021

Guerra entre grupos no Ministério da Saúde ocasionou queda de ex-diretor

Roberto Ferreira Dias foi demitido do Ministério após ter o nome envolvido num pedido de propina, cuja participação ele nega; senadores supõem que quiseram prejudicá-lo.

7 de julho de 2021

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Senadores elencaram diversas situações em que um grupo de militares levados ao Ministério pelo general Pazuello tentaram prejudicar Roberto Dias Ferreira (Foto: Agência Senado)

O senador Eduardo Braga (MDB) afirmou que o ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, é vítima de uma guerra entre grupos rivais com interesses financeiros dentro da pasta. O servidor presta depoimento, nesta quarta-feira (7), na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, mas se negou a admitir tal divergência no órgão apresentada pelo senador emedebista.

Braga afirmou que, ao menos, em três oportunidades Roberto Ferreira Dias foi alvo dessa guerra de grupos. O senador também lembrou que ele entrou na mira após dar parecer contrário a compra de testes de Covid (kits de extração) que estava sendo feita a partir de uma tomada de preços.

“A diretoria de Integridade deu parecer semelhante um mês depois do senhor e, neste momento, o senhor vira alvo”, disse Braga.

O senador mostrou que logo após esse parecer, Roberto Ferreira Dias teve o nome vetado para um cargo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sob a justificativa de que estava sendo investigado no caso da compra destes testes.

“O senhor teve o nome indicado, depois retirado por conta dessa investigação. Foi a primeira vez que o senhor esteve no alvo”, afirmou Braga, relembrando ainda que, logo depois, em outubro, o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, o coronel Élcio Franco, solicitou ao ex-ministro Eduardo Pazuello a demissão de Roberto Ferreira Dias, que concordou com o pedido. O ex-diretor, contudo, não foi demitido após o ato ter sido analisado na Casa Civil.

E depois do pedido de demissão negado…

Sem conseguir a demissão de Roberto, possivelmente por pressões políticas do grupo do líder do governo na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros (PP/PR), Élcio Franco interveio na diretoria e trocou dois coordenadores, o de Logística e o de Finanças, tirando pessoas nomeadas por Roberto Dias e colocando no lugar delas dois coronéis, um deles Alex Lial Marinho.

Marinho é acusado pelo diretor de Importação do ministério, Luís Ricardo Miranda, de fazer pressões atípicas para aprovação da invoice (nota fiscal internacional) que possibilitaria o pagamento da Precisa Medicamentos, intermediadora da compra de 20 milhões de doses da Covaxin, produzida pela indiana Bharat Biotech.

Omar reforça linha de Braga

Braga também citou que, em janeiro, Élcio Franco puxou para a Secretaria Executiva todos os atos necessários para a compra de vacinas para Covid-19, retirando atribuições que seriam da Diretoria de Logística.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), seguiu na mesma linha de Eduardo Braga e questionou Roberto Dias sobre a suposta guerra entre grupos com interesses financeiros dentro do ministério.

“Só o senhor pode explicar isso. Nós já temos várias informações aqui e sabemos disso. Então, é importante que o senhor fale”, solicitou Omar. Roberto, contudo, não tocou neste assunto.

O presidente também lembrou que imediatamente, após o representante da empresa Davati Medical Suplly, Luiz Paulo Dominguetti, acusar Roberto Dias de cobrar propina de US$ 1 por dose das 200 milhões de vacina AstraZeneca ele é demitido sumariamente, postura que não tinha precedência na administração do ministério.

“Ele sabe que a relação dele com o Pazuello e o coronel Élcio era ruim. Aí se preparou para sair do Ministério, mas não contava com a denúncia do Dominguetti”, concluiu Omar Aziz.

Texto: Gerson Severo Dantas

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