O ex-prefeito de Manaus Luiz Alberto Carijó deixou o PSDB após dez anos de aliança com o presidente do partido no Amazonas, Arthur Virgílio Neto, e de quem foi ainda secretário extraordinário na gestão tucana de 2013 a 2020. Na carta em que pede a desfiliação, revelada nesta terça-feira (22), mas com data de sexta-feira passada, Carijó fala em “motivos pessoais” para deixar o partido, cujo diretório municipal era presidido por ele.
O destino político de Luiz Alberto Carijó deve estar atrelado ao do ex-governador Amazonino Mendes (sem partido), de quem foi sempre um aliado fiel. Foi pelas mãos de Amazonino que Carijó foi eleito prefeito-tampão em 2004 e o segundo vereador mais votado na eleição de 2008, quando o ex-governador se elegeu prefeito de Manaus pela segunda vez.
Amazonino Mendes anunciaria a filiação dele a um partido também na última sexta-feira, mas transferiu o anúncio para domingo e agora este evento está sem data certa. O RealTime1 apurou que a batida do martelo só será feita após a articulação política para a formação de uma chapa competitiva para deputados e esta chapa pode ser o destino de Carijó.
O destino provável de Amazonino, que deverá ser candidato ao Governo do Estado em outubro, é o Cidadania, que começou a receber aliados dele exatamente na última sexta-feira, como foi o caso do deputado estadual Wilker Barreto.
O ex-prefeito é auditor de rendas da Secretaria Municipal de Economia e Finanças, mas ficou licenciado durante a gestão de Arthur Neto para exercer o cargo de secretário extraordinário, um posto de articulação política.
O RealTime1 tentou falar com Carijó sobre o destino partidário dele, mas até o momento não obteve respostas. Assim que possível este texto será atualizado.
Texto: Gerson Severo Dantas
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