“Me considero de centro-direita, mas acredito que a política é bem mais ampla do que esquerda e direita. E tenho meu projeto político próprio. Não dependo nem de Lula nem de Bolsonaro”.
A declaração é do vereador Amom Mandel (sem partido), o parlamentar mais lembrado pelo eleitor amazonense em pesquisa divulgada recentemente pelo RealTime1. Ele, que foi citado por 14,7% dos entrevistados, diz não dar muita importância a rótulos e ideologias de esquerda ou de direita.
Eleito aos 19 anos, Amom é o mais jovem político a ocupar uma cadeira na história da Câmara Municipal de Manaus (CMM). Hoje, com 20 anos, o vereador atribui o fato de ser o nome mais lembrado dentre os vereadores às diversas realizações neste primeiro semestre de mandato político.
“Acho que é um conjunto de fatores que contribuem para isso. Antes mesmo de terminar o recesso parlamentar do início do ano, consegui na Justiça a suspensão do Enem no Amazonas; como ouvidor da CMM, firmei um acordo de cooperação técnica com o Tribunal de Contas do Estado; já plantamos mais 1.700 mudas de árvores com o projeto Galho Forte”, enumera Amom.
Nova casa política
Recém-desfiliado do Podemos, Amom ainda não escolheu qual partido será seu novo abrigo político. “Vou caminhar para um partido que me dê mais condições de trabalhar com a juventude. Me filiei ao Podemos e presidi a juventude estadual do partido, mas não foi me dada muita estrutura para isso. Busco um partido que me dê mais arbítrio e condições”, afirma.
A saída do Podemos se deu quando a executiva nacional do partido trocou arbitrariamente a direção estadual no Amazonas, colocando o deputado estadual Abdala Fraxe na presidência regional.
Além de Amom, os deputados estaduais Wilker Barreto, Dermilson Chagas e a vereadora Professora Jacqueline também se desfiliaram do Podemos na ocasião e permanecem sem partido.
O Democratas, partido para qual o ex-governador Amazonino Mendes deve migrar após também sair do Podemos, não está nos planos de Amom. “Não penso em ir pro DEM”, diz.
Ídolo na política
“Me espelho muito no Jefferson Péres”, diz Amom, muito embora tivesse apenas 7 anos de idade quando o senador pelo Amazonas faleceu, em 2008. “Passei a estudar a trajetória política dele”, diz.
“Acho impressionante o fato de ele ter morrido há tantos anos e em todas as esferas e estratos sociais ser sempre lembrado. O não uso do ‘Cotão’ [Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap)] é inspirado nele. Ele passou os mandatos de senador todinhos sem usar um real do Cotão”, afirma.
Eleições 2022
Indagado se pretende se candidatar a deputado estadual, ou mesmo federal, em 2022, Amom não diz nem que sim, nem que não. “Sinceramente, não cheguei a estudar essa possibilidade. Ainda não consultei o eleitorado”, justifica.
Texto: Omar Gusmão
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