quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Omar Aziz diz que senta com Bolsonaro "quantas vezes ele quiser" para falar de ZFM

Ontem, Bolsonaro disse em entrevista à Jovem Pan que os senadores Omar Aziz e Eduardo Braga usam a Zona Franca para desgastá-lo e os desafiou para um encontro "educado".
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Após o presidente Jair Bolsonaro (PL) ter chamado os senadores Omar Aziz (PSD) e Eduardo Braga (MDB) de “medíocres”, e na mesma entrevista, desafiar os senadores para um encontro com ele para tratar sobre os efeitos da redução do IPI na Zona Franca de Manaus (ZFM), o senador Omar Aziz respondeu que para defender os interesses do Amazonas, ele senta com o presidente quantas vezes Bolsonaro quiser.

“Eu sentaria com o presidente quantas vezes ele quisesse para tratar dos interesses do Amazonas. Não entro em uma discussão menor, entro em uma discussão maior. Vou discutir tecnicamente com o presidente. Não tenho que me negar a sentar com quem quer que seja para discutir os interesses do meu Estado, muito menos com o presidente”, declarou Omar ao RealTime1.

Em entrevista à Jovem Pan, nesta segunda-feira (28), o presidente Bolsonaro acusou tanto Omar quanto Eduardo de de usarem a Zona Franca de Manaus (ZFM) para interesse pessoal. Na entrevista, Bolsonaro disse ter certeza que a redução linear não vai prejudicar o modelo ZFM.

Bolsonaro ainda emendou dizendo que os dois senadores fizeram “essa onda toda para me desgastar no estado, principalmente em Manaus”, em referência ao processo eleitoral que se avizinha.

“Tem uma coisa ali que é contraditória. Ele fala se for uma reunião educada e ele já vem com falta de educação”, disse Omar. A reportagem procurou o senador Eduardo Braga, mas não houve resposta.

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marcelo Ramos (PSD), que protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), questionando a concessão de benefício fiscal em ano eleitoral, disse que a bancada tem tradição de ter reuniões educadas com todos, mas que quem tem o histórico de má educação é o próprio presidente.

“O importante é que não seja conversa fiada, que a conversa seja uma conversa séria até com uma proposta objetiva que preserve os atuais empregos da Zona Franca de Manaus. Não vamos aceitar conversas que a gente tem que explorar turismo, peixe, porque sabemos que essas atividades não geram a mesma quantidade empregos e a mesma riqueza circulante que gera a atividade industrial. Além do mais que a medida dele corta emprego amanhã e uma nova matriz leva 20 ou 30 anos para se consolidar”, afirmou Marcelo Ramos.

Texto: Jefferson Ramos

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