Durante sua participação na Expert XP, o governador do Pará, Helder Barbalho, destacou a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro, como uma oportunidade única para reposicionar a Amazônia no centro das discussões climáticas globais. Ele afirmou que o evento pode impulsionar a criação de um centro de bioeconomia na região, semelhante ao Vale do Silício, focado na biotecnologia e na sustentabilidade.
O governador do Pará, Helder Barbalho, enfatizou a importância da COP30 para transformar a visão tradicional da Amazônia, que sempre foi tratada apenas como área de preservação, em um polo de inovação e desenvolvimento sustentável. Em sua fala, Barbalho propôs a criação do “Vale da Biotecnologia da Floresta”, um centro de bioeconomia que, segundo ele, pode gerar soluções sustentáveis e ativos econômicos para o Brasil e o mundo.
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“A floresta tem gente. São 30 milhões de brasileiros vivendo abaixo da copa das árvores. Precisamos de soluções baseadas na natureza que envolvam essas pessoas”, afirmou Barbalho, destacando a importância de unir a preservação ambiental com a geração de emprego e a inclusão social.
O governador defendeu a valorização da floresta em pé por meio de iniciativas como o mercado de carbono, práticas produtivas sustentáveis e a restauração de áreas degradadas. “Queremos mostrar que preservar a floresta pode ser bom negócio. Emitir créditos de carbono, rastrear produtos da agricultura e da pecuária, tudo isso pode gerar valor e retorno”, explicou.
A COP30 em Belém, com expectativa de reunir entre 50 mil e 60 mil visitantes de 196 países, será o maior evento diplomático já realizado na Amazônia. Barbalho destacou que a COP não se limita apenas às questões ambientais, mas também impactará negócios, geopolítica e a vida dos cidadãos. “O que for decidido em Belém afetará o futuro dos nossos filhos”, afirmou o governador.
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