O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, confirmou neste sábado (22/11), que o plano de eliminação gradual dos combustíveis fósseis — chamado de “mapa do caminho” — não fará parte dos documentos oficiais da conferência em Belém.
O roteiro será lançado de forma paralela, como iniciativa exclusiva da presidência brasileira, sem a adesão direta dos 195 países.
Segundo Corrêa do Lago, a decisão veio após uma madrugada de negociações intensas. Mesmo assim, ele afirmou estar otimista com a aprovação da maior parte dos textos na plenária marcada para as 10h.
Também destacou avanços no financiamento para adaptação climática, embora sem detalhar o que efetivamente foi acordado.
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Um plano à parte em meio à pressão global
A iniciativa paralela do Brasil surge num momento em que cresce a cobrança internacional por medidas concretas para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Ainda assim, o país optou por não encaixar o tema no documento final da COP30, movimento que gerou dúvidas sobre o peso político do roadmap anunciado.
Fontes ligadas às negociações afirmaram que o Brasil também avalia divulgar um texto próprio sobre o assunto, sem consenso entre os demais países. Não está claro se outras nações pretendem aderir a essa declaração.
A Colômbia, por sua vez, anunciou uma conferência internacional sobre o fim dos combustíveis fósseis em parceria com a Holanda, prevista para abril de 2026, em Santa Marta.
Já Corrêa do Lago lembrou que permanecerá à frente da presidência da COP pelos próximos 11 meses, período em que pretende fortalecer o debate sobre transição energética até a realização da COP31 na Turquia.
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