Durante a COP30, realizada em Belém, o Brasil apresentou ao mundo o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma iniciativa global que já soma US$ 5,5 bilhões em promessas de investimento, sendo US$ 1 bilhão do próprio governo brasileiro.
O objetivo é simples e ambicioso: garantir recursos permanentes e previsíveis para combater o desmatamento e restaurar florestas tropicais em países em desenvolvimento.
O TFFF foi proposto pelo Brasil durante a COP de Dubai, em 2023, e busca alcançar US$ 10 bilhões até 2026, com uma meta final de US$ 125 bilhões.
A proposta é considerada uma vitória diplomática do governo Lula e uma estratégia para consolidar o país como líder global nas políticas de preservação ambiental.
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O que diferencia o TFFF do Fundo Amazônia
Embora ambos tenham metas semelhantes, os dois fundos têm alcance e funcionamento diferentes.
O TFFF tem foco internacional, financiando florestas tropicais de vários países, enquanto o Fundo Amazônia atua exclusivamente na Amazônia Legal brasileira, apoiando projetos de manejo sustentável, combate ao desmatamento e proteção de comunidades locais.
Financiamento
A diferença também está na forma de financiamento. O TFFF opera como um fundo de investimento, atraindo recursos públicos e privados que geram retorno financeiro a investidores e países participantes.
Já o Fundo Amazônia é abastecido principalmente por doações não reembolsáveis de países como Noruega e Alemanha, além de empresas e instituições nacionais.
Quem administra
No caso do TFFF, os países com florestas recebem remuneração anual por hectare preservado ou restaurado, sendo 20% obrigatoriamente destinados a povos indígenas e comunidades tradicionais. O mecanismo será supervisionado por um colegiado internacional com apoio inicial do Banco Mundial.
Já o Fundo Amazônia é administrado pelo BNDES, que lança editais para selecionar projetos de órgãos públicos, ONGs e entidades locais.
Segundo especialistas, os dois fundos se complementam e representam um avanço no financiamento da conservação.
“Esses mecanismos são fundamentais para criar uma base sólida e contínua de recursos destinados à natureza e ao desenvolvimento sustentável”, afirma Maurício Bianco, vice-presidente da Conservação Internacional Brasil.
No fim, tanto o TFFF quanto o Fundo Amazônia reforçam a ideia de que proteger a floresta é investir no futuro do planeta.
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