quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Em novo ataque, redução de imposto pode acabar com polo de videogames no AM

Bolsonaro anunciou que a partir de 1º de julho reduzirá a cobrança do Imposto de Importação sobre videogames e acessórios. Medida põe em risco continuidade das fabricantes.
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Anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) de redução na cobrança do Imposto de Importação (II) sobre videogames e acessórios representa novo ataque ao Polo Industrial de Manaus (PIM), retirando as vantagens comparativas da indústria amazonense frente às fabricantes estrangeiras. A medida valerá a partir de 1º de julho, reduzindo de 16% para 12% as alíquotas incidentes sobre as importações de partes e acessórios dos consoles e das máquinas de jogos. Enquanto a cobrança do imposto sobre os videogames com tela incorporada será zerada.

Segundo o Centro da Indústria do Estado do Amaznas (Cieam), a medida anunciada por Bolsonaro atingirá diretamente as produções das indústrias: TecToy, Flextronics da Amazônia Ltda e Copag da Amazônia S/A.

O presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva, afirma que a medida anunciada por Bolsonaro prejudica ainda mais a produção de jogos eletrônicos ou telejogos, que segundo ele, vem perdendo espaço e força gradativamente em decorrência de reposicionamentos de mercado a nível mundial.

“A medida dificulta uma possível retomada do segmento de videogames no PIM, ao passo que reduz o custo do produto importado”, informou.

Para o vice-presidente da Federação da Indústria do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo, a mudança anunciada por Bolsonaro é preocupante porque até o momento não há informação sobre excepcionalidade quanto aos videogames fabricados no PIM. Isso quer dizer, segundo o empresário, que será mais vantajoso produzir os jogos eletrônicos em território estrangeiro, em relação a indústria local.

“Não somos contra a redução de impostos, mas gostaríamos que as vantagens competitivas do PIM fossem preservadas. Quando se reduz a alíquota do II de produtos que também são produzidos no estado, sem que haja ressalva ou excepcionalidade para o PIM, se torna uma medida prejudicial à Zona Franca de Manaus”, comentou.

Texto: Priscila Caldas

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