quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Empresários comemoram flexibilização: 'comércio voltará a respirar'

A flexibilização, gradual, do comércio dará 'fôlego' às empresas e ao mesmo tempo, manterá os empregos. A medida foi anunciada pelo governador Wilson Lima nesta sexta (19).
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Representantes do comércio do Amazonas consideram a flexibilização da atividade comercial como um avanço que aponta para a retomada das atividades em ritmo normalizado. Eles apostam na vacina como um recurso determinante na luta contra a Covid-19.

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, a flexibilização do comércio anunciada pelo governador Wilson Lima na tarde de sexta-feira (19) resultou de reivindicações feitas pelos empresários, contendo propostas de funcionamento, gradual, dos estabelecimentos.

“Fizemos uma reivindicação na terça-feira (16) e o governador acatou e adaptou alguns ajustes. Entendemos que o retorno das atividades deve ser por partes”, disse.

“A proposta teve como base dados da Fundação de Vigilância em Saúde e entendemos que a partir da vacinação e da redução dos índices de contaminação e de óbitos será possível trabalhar normalmente”, completou Assayag.

No caminho da normalidade

Para o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Amazonas (Fecomércio-AM), Aderson Frota, o anúncio de reabertura significa que o estado caminha para a normalidade. Porém, ele alerta que o momento ainda é preocupante e exige cuidados.

“Precisamos reconhecer que os números ainda são desfavoráveis e que as limitações hospitalares preocupam os gestores. É preciso cautela para não retrocedermos. O comércio voltará a ‘respirar’ e o mais importante é que os empregos serão mantidos”.

Alimentação fora do lar quer liberar coleta

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes-Seccional Amazonas (Abrasel-AM), Fábio Cunha, também considera a flexibilização como um avanço para o setor.

Apesar disso, ele informa que a associação solicitará ao governo ajustes antes da publicação do decreto, liberando a coleta de alimentos em balcão até às 22h.

“Tivemos avanço. Porém, a medida não contempla a todo o setor porque existem estabelecimentos que têm funcionamento somente à noite, como pizzarias e bares, por exemplo. Solicitaremos ajuste ao decreto para que a coleta em balcão seja liberada durante a noite, de forma que a medida seja justa e equilibrada”, disse o presidente.

Reportagem: Priscila Caldas

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