quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Em anos de pandemia, 40 novas empresas se instalaram no PIM

Para o superintendente da Suframa, a chegada dos novos investimentos mostra que o modelo Zona Franca de Manaus segue atrativo e em crescimento, apesar da pandemia.
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Zona Franca de Manaus

Nos dois últimos anos sete fábricas optaram por deixar o Polo Industrial de Manaus (PIM). No mesmo período, o parque industrial recebeu 40 novas empresas, dos diversos segmentos, segundo a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Apesar do crescimento, na totalidade, o volume de fábricas na capital representa menos de 1% dos estabelecimentos industriais de todo o país, segundo o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo.

Conforme a Suframa, entre os anos de 2020 e 2021 a autarquia emitiu Laudo de Produção (LP) para projetos de implantação a 40 empresas.

O LP é expedido para que a indústria inicie as operações fabris. O documento tem o objetivo de atestar o cumprimento das etapas estabelecidas no Processo Produtivo Básico (PPB) de cada produto e outros parâmetros dimensionados no projeto técnico-econômico aprovado pelo Conselho de Administração da Suframa (CAS).

Para o superintendente da Suframa, general Algacir Antônio Polsin, a chegada dos novos investimentos mostra que o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) segue atrativo e em crescimento em volume de indústrias, apesar do período de pandemia.

“Às vezes se fala de saídas de indústrias do polo, mas em paralelo, outras chegam. A instalação de novas fabricantes no PIM representa geração de emprego, representa a possibilidade de aumento de faturamento e de investimentos, e em alguns casos, representa diversificação das indústrias em novas janelas de oportunidades”, disse o superintendente.

PPB trava expansão industrial

Na avaliação do vice-presidente da Fieam, Nelson Azevedo, os 40 novos investimentos que iniciaram operações na capital em 2020 e em 2021 evidenciam a vitalidade do programa ZFM. Porém, ele considera que o volume de empresas poderia ser maior caso o processo de avaliação dos PPBs fosse mais simplificado.

“Olho para os 40 novos investimentos e vejo a vitalidade do programa Zona Franca de Manaus. Mesmo assim, temos menos de 1% dos estabelecimentos industriais de todo Brasil. E o que atrapalha nossa consolidação é um veto disfarçado de novas empresas chamado PPB. Precisamos remover este embaraço em nome de novos empregos, oportunidades”, expressou.

Veja abaixo as empresas que se instalaram no PIM nos dois últimos anos:

Texto: Priscila Caldas

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