quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Diferente de 2018, eleitorado tende a rejeitar o 'novo' em 2022

Além da polarização LulaxBolsonaro, a discussão sobre propostas viáveis para melhorar a condição social da população tende a ficar em evidência nas eleições de outubro.
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Sob a justificativa de que estavam cansados da “velha política” e a associando a atos corruptos, a maioria dos eleitores, em 2018, optou-se por um novo caminho político para o país, de modo geral. Tanto o Palácio do Planalto quanto à sede do Governo do Amazonas receberam novos rostos, naquele ano, sob o olhar esperançoso dos eleitores que aguardavam uma espécie de revolução no modo de fazer política, sem conchavos, acordões e, principalmente, sem corrupção.

No entanto, já nos primeiros 100 dias da gestão de Jair Bolsonaro (PL), os números já eram alarmantes: cortes em direitos sociais e trabalhistas, falta de políticas claras de geração de emprego e renda, fim de programas antes considerados prioritários e incontáveis crises. Além disso, ‘pipocaram’ escândalos envolvendo membros da família do presidente e sua equipe e houve suspeita de corrupção à ligação com milícias.

Por aqui, o governador Wilson Lima viu seu nome ligado à crise na saúde e ao colapso que o Estado sofreu por conta da falta de oxigênio.

Pelo Governo Federal, nada, até os dias de hoje foi esclarecido de maneira satisfatória e, ao contrário do que vendeu em sua campanha, Bolsonaro hoje coleciona uma série de investigação por corrupção, algo que ele dizia que não existiria em seu governo.

No Amazonas, o governador tem dado a volta por cima. As denúncias não avançaram e a popularidade de Wilson tem ofuscado a rejeição que sofreu no início da gestão com ações positivas em diversas áreas.

Novo? Não!

Segundo Carlos Santiago, cientista político e membro do Comitê de Combate à Corrupção e ao Caixa Dois do Amazonas, as eleições de 2022.

Santiago destaca que, à exemplo do que aconteceu na maioria dos municípios do país em 2018, quando os eleitores reelegeram a maioria dos prefeitos, é a bagagem política – aliada às boas propostas socioeconômicas – que fará a diferença na disputa de outubro deste ano.

A escolha dos eleitores, segundo o cientista, se dá pela preocupação que, hoje, a população tem com a sua própria vida e, por aí, passa a análise de quem lhe oferece melhor condição social.

Texto: Rosianne Couto

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