quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Depois de se esquivar sobre o 'puxadinho' da CMM, Carpê cobra holofotes

Depois de ter visto a repercussão negativa sobre o 'puxadinho', o vereador resolveu se posicionar e passou a criticar a postura dos demais colegas que aprovam a obra.
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Vereador Carpê

Nas últimas semanas, a possível construção de um prédio anexo à Câmara Municipal de Manaus (CMM) no valor de R$ 32 milhões tem dado o que falar. Dos 41 vereadores, apenas dois, Amom Mandel (sem partido) e Rodrigo Guedes (PSC) tiveram coragem de se posicionarem publicamente para enfatizar que eram contra a obra do ”elefante branco” com o dinheiro do contribuinte manauara e tentaram, efetivamente, barrar o processo acionando a Justiça. Os outrosparlamentares optaram por se calar.

Depois de ver a repercussão do tema na mídia local e até mesmo entre a população, outros parlamentares tomaram um ‘chá de realidade’ e passaram a criticar o ‘xodó’ do presidente da CMM, David Reis (Avante), que já havia assegurado que realizaria a obra, por considerá-la ”essencial” para a cidade de Manaus.

Capitão Carpê (Republicanos) usou até um tom ofendido em suas redes sociais para, enfim, declarar sua posição contrária, numa possível tentativa de recuperar a imagem de ‘grande defensor do povo’ a que sempre se coloca na internet.

”Sempre fui contra a construção deste anexo e contra o aluguel das pick ups. Deixei isso bem claro desde o início (…) o fato de não protocolar oficialmente, não muda meu ponto de vista. Possíveis regalias é imoral para a população e isso não precisa de provas. Jamais, em hipótese alguma, irei compactuar com esse tipo de decisão”.

Em uma de suas postagens nas redes sociais, Carpê chegou a ser cobrado por um webanuta ao postar que era contra o aluguel de 41 pick-ups para o uso dos parlamentares.

Carpê deu a entender que não aproveitou a deixa de Amom e Rodrigo para não parecer aproveitador. ”Não é da minha índole se aproximar de alguém com o intuito de interesse próprio”. Em um vídeo, ele se manifestou intempestivamente após a Justiça ter barrado a licitação. O vereador disse ainda que além dele, os colegas Kennedy Marques (PMN) e Raiff Matos (DC) também são contra o ”puxadinho”.

”Eu concordo plenamente com o que os vereadores Amom e Rodrigo Guedes estão falando, porém discordo quando eles dizem que isso é uma luta apenas deles. Dá a entender que são super heróis, que são só eles que levantaram essa bandeira”, criticou Carpê.

Justiça jogou um balde de água fria no sonho de David Reis

Na última sexta-feira (17), o juiz Marcelo da Costa Vieira, do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), concedeu liminar de suspensão do procedimento licitatório para a construção do prédio anexo.

Após a negativa da Justiça pela construção do anexo e a repercussão negativa gerada ao tornar público o aviso de licitação para alugar 41 pick-ups para os vereadores. Na noite de sexta-feira (17) a CMM divulgou o aviso de suspensão em seu Diário Oficial.

Texto: João Luiz Onety

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