O PCdoB, que pretende formar federação partidária com o PT e o PV, bateu o pé e quer que o grupo tenha um candidato próprio ao Governo do Amazonas para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha palanque eleitoral no Estado. No entanto, analista político vê risco de minar competitividade do ex-presidente no Estado.
Neste domingo (15), o PCdoB lançou uma nota nas redes sociais sinalizando a posição de ter ou apoiar uma candidatura viável ao governo estadual.
O presidente comitê estadual do PCdoB, ex-deputado Eron Bezerra, reconheceu em entrevista ao RealTime1 que o nome não sairá de uma das três siglas mesmo, segundo ele, havendo alguns representantes de peso. Ele admitiu a possibilidade de ampliar a procura por um nome competitivo para além da federação.
Eron explicou que o PCdoB não quer uma candidatura apenas para marcar posição, mas que o possível nome tenha competitividade eleitoral. Ele destaca que, caso contrário, não seria razoável lançar um nome da esquerda porque acabaria prejudicando o próprio Lula.
“Há muito tempo PCdoB defende uma candidatura da federação, eleitoralmente viável. Sempre colocamos isso como pré-condição porque uma candidatura que não seja eleitoralmente viável não só ajuda fortalecer a chapa à federal, como não ajuda o presidente e os próprios candidatos proporcionais”, declarou Eron.
Segundo Eron, atualmente a união dos três partidos tem o apoio do PSOL, PSB, Rede e do Solidariedade, que no Amazonas, lançou a pré-candidatura do deputado estadual Ricardo Nicolau ao Governo do Estado. No entanto, o presidente regional do PCdoB evitou cravar que Nicolau seja o nome escolhido para representá-los.
O analista político Durango Duarte diverge da posição de Eron e afirma que o PT não precisa ter palanque no Amazonas. O especialista salienta que Lula já tem uma situação boa no interior e que, pela situação complicada em Manaus, é necessário que as pessoas desenvolvam um bom trabalho pelo nome do ex-presidente na capital.
“Não tem esse nome porque os mais importante, como da Vanessa [Grazziotin], José Ricardo, Sinésio [Campos], Eron e outros nomes já estão comprometidos com suas candidaturas. Então, não existe nenhum nome de expressão na federação que ultrapassaria 3% das intenções de voto, o que seria extremamente prejudicial para o Lula. Ou seja, teriam um nanico, concorrendo ao governo”, explana Durango.
Texto: Jefferson Ramos
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