quarta-feira, 23 de setembro de 2026

'Burocracia impediu compra de vacinas em 2020', justifica Élcio Franco

Ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde alegou que não foi comprada a vacina porque os estudos clínicos estavam na fase 2 e não tinham autorização da Anvisa.
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O ex-secretário-geral do Ministério da Saúde, Élcio Franco, se apegou a burocracia para justificar não ter comprado as vacinas ofertadas pela farmacêutica Pfizer e o Instituto Butantan a partir de agosto do ano passado. Ele também defendeu com argumentos burocráticos a compra da vacina Astrazeneca/Oxford, que estava no mesmo estágio de desenvolvimento no mesmo período. Élcio presta depoimento, nesta quarta-feira (9), à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid do Senado Federal.

Élcio, que é um dos coronéis do Exército da reserva levados ao Ministério da Saúde pelo ex-ministro Eduardo Pazuello, disse que não comprou as vacinas porque não havia autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a Pfizer e a CoronaVac. Já a vacina da Astrazeneca, que é feita em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), era uma encomenda tecnológica, que é um processo bem diferente, em que pese o governo ter injetado imediatamente R$ 1,6 bilhão enquanto ela estava no mesmo estágio de desenvolvimento.

“Essas vacinas [Pfizer e Butantan] estavam ainda na fase 2, com testes clínicos em um número pequeno de pessoas”, justificou o coronel.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), contrapôs os argumentos de Élcio exemplificando que comprar as duas vacinas não significariam o uso imediato de recursos públicos , mas que seria um processo semelhante ao de comprar um apartamento na planta.

“Seriam 130 milhões de doses que poderiam estar sendo entregues ao Ministério ainda em dezembro”, questionou Omar.

Da Redação

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