Os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 devem analisar um requerimento para convocar o ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antônio Elcio Franco, coronel do Exército e principal aliado do ex-ministro Eduardo Pazuello.
Convocado a depor nesta quarta-feira (19), o ex-ministro conseguiu no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de ficar “em silêncio” durante a oitiva pelos senadores, além de ter direito a um advogado.
Quebra de sigilo
Além do requerimento, os parlamentares também devem votar a quebra de sigilo do ex-secretário de comunicação da Presidência da República Fábio Wajngarten. Se for aprovado, os senadores vão solicitar informações bancárias, troca de mensagens e backup de mensagens trocadas via os aplicativos Whatsapp e Facebook, bem como e-mail institucional da Secretaria Municipal de Comunicação.
O pedido da quebra de sigilo de Wajngarten, segundo o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), deve ter resistência da base governista, mas eles são minoria na comissão.
O depoimento de Wajngarten foi realizado na última semana e foi repleto de contradições e não apontou responsáveis pela condução negligente da pandemia. Em determinado momento, o relato da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL) chegou a pedir a prisão do ex-secretário, o que foi negado pelo presidente Omar Aziz (PSD).
Com informações do jornal O Globo
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