terça-feira, 22 de setembro de 2026
LICENCIAMENTO AMBIENTAL

'BR-319 só sai com diálogo e razões técnicas', destaca Pauderney

Pauderney Avelino diz que é preciso superar conflito ideológico e dialogar com a área ambiental para destravar o licenciamento
COMPARTILHE
Unidades de Conservação

A obra de reconstrução da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho) só vai acontecer se a área técnica for confrontada com argumentos técnicos e longe do conflito ideológico entre direita e esquerda. A avaliação é do deputado federal Pauderney Avelino (União Brasil), em entrevista ao canal RealTime1 Play.

“Precisamos focar na infraestrutura, não adianta só alardear (o desejo de fazer a estrada). É preciso fazer as coisas com consistência”, defende Pauderney.

O deputado lembra que esse embate entre esquerda e direita, representadas pelos ambientalistas e desenvolvimentistas, respectivamente, levou ao fracasso de diferentes governos que desejaram refazer a estrada, inaugurada em 1976, e fechada – no todo ou em parte – desde 1988.

“Quer ver como isso não funciona? O Bolsonaro (Jair, presidente de 2019-2022) foi presidente por quatro anos, era um desenvolvimentista. Poderia ter asfaltado a BR-319? Poderia. Porque não fez? O PT governou quantos anos? Poderia liberar a licença? Sim, mas não fez”, analisou o ex-deputado.

Para Pauderney Avelino, é preciso chamar os técnicos responsáveis pelo licenciamento ambiental, entender o que eles querem, discutir com profundidade e apresentar argumentos técnicos que viabilizem o licenciamento.

“É preciso convencê-los de que não aumentará o desmatamento, as queimadas (…) apresentar argumentos técnicos fortes. Se não for assim, não adianta. Se um cara desse der um parecer contrário, o presidente da República não muda. Não muda porque não pode mudar”, detalhou, ressaltando a importância da preocupação ambiental.

“Se não for assim, não sai. Acho difícil, se não tiver uma saída provando que não haverá um avanço no desmatamento, nas queimadas que o manauense sentiu na pele no ano passado (com a fumaça) e que este ano poderá ser pior”. concluiu.

A entrevista pode ser assistida abaixo:

Leia mais:

COMPARTILHE