De volta ao Congresso Nacional após cinco anos, o deputado federal Pauderney Avelino (União Brasil) concedeu entrevista ao canal RealTime1 Play e falou sobre a postura que adotará em relação ao Governo Lula e a uma eventual candidatura do partido à Prefeitura de Manaus neste ano.
Pauderney explicou que as candidaturas a prefeitos de capitais serão decididas pelo Diretório Nacional do União Brasil, que fará uma convenção no dia 29 de fevereiro para discutir essa questão e a política de alianças com outros partidos.
“A discussão sobre uma candidatura própria a prefeito de Manaus, como a de todas as outras capitais, será feita no Diretório Nacional, onde estarei presente. E isso já está claro para todos“, pontuou Pauderney Avelino.
Pauderney foi questionado se o União Brasil, de fato, lançará o nome do presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade (UB), para disputar o cargo de prefeito de Manaus. O deputado disse que Cidade é “um” dos nomes possíveis, frisando que ainda há tempo para essa discussão até a decisão final da direção nacional.
O deputado, que fez oposição forte aos governos petistas de Lula (2003-2010) e Dilma Rousseff (2011-2015), não cravou a posição que manterá neste novo mandato do PT, optando por pregar a necessidade de diálogo e o fim da radicalização política.
“O União Brasil é um partido muito grande: temos ministros no governo, mas temos uma ala que faz oposição. Agora entendo que as pessoas estão cansadas desse debate ideológico”, ponderou. “As pessoas podem debater o que acreditam, eu por exemplo me considero conservador, liberal, mas sou da tese de que devemos fazer política (conversar), sobretudo pelo momento que vivemos e que demanda política em beneficio do povo“, analisou.
Para o deputado, o debate ideológico atual tem foco em questões secundárias da vida nacional, enquanto a população sofre com uma saúde inadequada; educação que não é a que a juventude merece, e com a inseguranças nas ruas. “É nisso que o parlamento precisa colocar focar“, receita
Apoio ao Nova Indústria Brasil do governo Lula
Historicamente um político ligado à indústria nacional, Pauderney Avelino defendeu que o Brasil tenha uma política agressiva de industrialização nos moldes da adotada pela China, que financia o exportador que coloca seus produtos em todos os lugares do mundo.
“Estamos perdendo mercado na América do Sul para produtos da China. Estamos perdendo espaço no mercado no Brasil, precisamos mudar isso”, analisou.
Assim, Pauderney aprovou o programa Nova Indústria Brasil (NIB), lançado pelo governo Lula na última semana de janeiro, mas com a ressalva de que não pode mais seguir a política de “campeões nacionais” adotada nos governos petistas do passado.
“Essa política de campeões só gerou problemas e não fez campeões. Deixaram a Embraer, a terceira maior indústria de aviões do mundo, e investiram na Odebrecht, no Eike Batista. Acredito no Estado indutor da indústria, é necessário, mas precisa ser uma política moderna”, concluiu.
Confira a entrevista de Pauderney Avelino na íntegra:
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