terça-feira, 22 de setembro de 2026

MPF volta a pedir suspensão de obras na BR-319 por falta de consulta a comunidades tradicionais

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Foto: Dnit/Divulgação
Recuperação da BR-319 (Foto: Dnit/Divulgação)

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma nova ação civil pública para suspender as obras de pavimentação de um trecho da BR-319, que conecta Manaus a Porto Velho.

A medida foi tomada porque, segundo o órgão, as comunidades indígenas e tradicionais potencialmente impactadas não foram previamente consultadas, como determina a legislação.

Na ação, o MPF solicita que as licenças ambientais sejam emitidas apenas após a realização de consultas adequadas, elaboradas em conjunto com as comunidades afetadas.

O órgão também exige que a União, o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) realizem o mapeamento das comunidades situadas até 40 km da rodovia e apresentem um plano detalhado de consulta.

Apesar de uma liminar anterior que suspendia as obras ter sido derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) em outubro, o MPF argumenta que a pavimentação pode gerar impactos significativos na vida e na rotina dos moradores locais.

A região, reconhecida pelo Conselho Nacional da Amazônia Legal, possui como principal potencial econômico a economia florestal, e qualquer intervenção deve respeitar os direitos e protocolos dessas populações.

A decisão sobre o andamento das obras em andamento na BR-319 agora dependerá do posicionamento da Justiça frente à ação do MPF.

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