quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Bolsonaro ataca China e CPI teme retaliação na produção de vacina

Presidente disse que vivemos uma guerra e, logo em seguida, lembrou, sem citar, que a China teve grande aumento de PIB no ano passado.
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O discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fazendo novas insinuações de que a China criou o vírus em “uma nova guerra” repercutiu rapidamente entre os senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 que temem uma retaliação dos chineses, produtores do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) que são a base das vacinas produzidas pelo Instituto Butantan, a CoronaVac, e pelo laboratório BioManguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz, que produz a vacina Astrazeneca/Oxford no Brasil.

Em evento na manhã desta quarta-feira (5), Bolsonaro perguntou retoricamente ao público se a pandemia de Covid-19 não poderia ser “uma nova guerra”. Logo depois, fez uma referência oblíqua à China. Deu a declaração no Palácio do Planalto. “É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu por algum ser humano ingerir um animal inadequado. Mas está aí”, disse.

E ainda completou: “Os militares sabem o que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra? Qual o país que mais cresceu o seu PIB? Não vou dizer para vocês”, disse Bolsonaro sem querer citar a China, que registrou no ano passado 2%, o segundo melhor desempenho econômico em 2020 entre 50 países analisados pela Austin Rating. O 1º foi Taiwan (3,1%).

A fala de Bolsonaro foi considerada muito ruim pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD), para quem brigar com a China neste momento em que precisamos do IFA é uma insanidade. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB/AL), também criticou a fala do presidente, evidenciando que esse comportamento é ruim para a diplomacia.

Texto: Gerson Severo Dantas, com informações do Poder360

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