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quarta, 16 de junho de 2021

Tropa de choque tenta extrair de Teich o melhor para o governo

Senadores governistas tentaram validar argumentos de que o governo de Jair Bolsonaro fez tudo o que podia para enfrentar a pandemia no País.

5 de maio de 2021

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Teich teve que responder como o Brasil chegou aos mais de 410 mil mortos pela Covid-19. (Foto: Reprodução)

A bancada governista na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 pressionou o ex-ministro da Saúde Nelson Teich para validar argumentos que rebatem críticas feitas a atuação do presidente Jair Bolsonaro no combate a pandemia no Brasil, como decisão do Supremo Tribunal Federal, uso de cloroquina, repasses de recursos para Estados e municípios.

O senador Eduardo Girão (Cidadania-CE) tentou fazer Teich concordar que houve dolo na ação dos governadores e prefeitos no desmanche precoce dos hospitais de campanha mesmo eles sabendo do risco de vir uma segunda onda da doença no País. Teich considerou que essa ação de desmanche deveria ter obedecido uma estratégia nacional liderada pelo próprio Ministério da Saúde. “Faltou um planejamento do sistema (SUS) para a saída dos hospitais de campanha e a liderança (desse processo) deveria caber ao Ministério da Saúde”, disse Teich.

Girão também questionou o repasse de R$ 5,5 bilhões feitos pelo MS na gestão Teich para Estados e municípios, ao que o ex-ministro disse que foram emendas parlamentares destinadas ao combate a pandemia.

Eduardo Girão também atacou a decisão do Supremo Tribunal Federal que na avaliação do governo retirou o poder dele de atuar no combate a pandemia, como sempre costuma dizer Jair Bolsonaro. Teich disse que não tem esse entendimento, acrescentou que o SUS tem uma relação tripartite entre União, Estados e Municípios, mas cabia ao Ministério da Saúde liderar e coordenar as ações de combate a pandemia. “Na forma que percebi, a divisão de tarefas do SUS não foi afetada pela decisão do Supremo Tribunal Federal e a necessidade de coordenação do Ministério não foi afetada”, disse

O senador Marcos Rogério (DEM/RO) tentou arrancar de Teich uma avaliação sobre o uso da cloroquina e da postura de médicos que preescrevem o medicamento. “Eles cometeram crime ou falta de ética?” questionou Rogério. Teich tentou escapar dizendo que o médico que preescrevia cloroquina a um paciente com Covid era só incompetente.

Essa postura irritou o presidente da CPI, Omar Aziz (PSD), que pediu respostas diretas. “Acho que é uma preescrição inadequada. O que eu faço é pegar instituições que considero referenciais e balizava minha ação a partir delas”, diz Teich

Ciro Nogueira (PP/PI) e Jorginho Melo (DEM/SC) questionaram novamente porque ele foi contra o uso da cloroquina, uma vez que vários médicos e cientistas avalizam o uso e cidades e países usam em programas de combate a cloroquina. Teich voltou a dizer que suas ações nesse caso segue órgãos de referência, universidades e Organização Mundial da Saúde, que são contrários ao uso deste medicamento.

Texto: Gerson Severo Dantas

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