A CPI da Covid ficou paralisada por cerca de 20 minutos devido a um bate-boca entre senadores da base governista e a bancada feminina que buscava fazer perguntar ao ex-ministro Nelson Teich logo após o relator e o vice-presidente, como foi determinado pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD).
De acordo com os governistas, por não ter titulares na comissão, a bancada feminina só poderia entrar na ordem de perguntas depois de todos os 11 titulares e os sete suplentes.
O senador governista Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que nada ficou acertado quanto a isso e não consta no regimento interno essa oportunidade dada as mulheres, causando desentendimentos com as senadores presentes, principalmente com a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e Simone Tebet (MDB-MS), escaladas pela bancada para falar na oitiva de Teich.
“Eu não sei porque tanto medo das mulheres”, disparou Eliziane.
“Isso foi uma concessão feita por nós, não está no regimento. Ontem, fizemos um apelo para que pudéssemos conceder esse direito às mulheres. E a concessão é por elas terem representatividade”, disse Omar Aziz, sobre a autorização de fala das mulheres.
“Nós pedimos ao plenário desta comissão na data de ontem que pudéssemos ter direito a uma fala na lista dos titulares e suplentes. Vossa excelência pôs a esta comissão aos senadores que estavam presentes e quando deliberou ao final”, disse Simone Tebet.
Os senadores continuaram a discussão e a sessão foi suspensa por alguns minutos, enquanto os ânimos eram alcamados.
Como não há nenhuma senadora integrando a CPI, quer seja como titular quer seja como suplente, a bancada escalou representantes para participar dos trabalhos. Ocorre que pelo regimento elas só poderiam falar após os titulares e suplentes. Com a concessão de Omar, uma senadora falará após o relator e o vice-presidente e outra senadora falará antes dos suplentes.
Texto: Milena Soares
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