quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Presidente e relator da CPI alertam Wajngarten para risco de prisão

Ex-secretário de Comunicação da Presidência da República foi acusado de mentir reiteradas vezes ao depor diante dos senadores da CPI, nesta quarta-feira.
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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, senador Renan Calheiros (MDB/AL) ameaçou pedir a prisão do ex-secretário de Comunicação do Governo Federal, Fábio Wajngarten caso ele permaneça “mentindo” no depoimento dado, nesta quarta-feira (12), ao Senado.

Segundo Calheiros, o depoente entrou em contradição sobre assuntos relacionados à entrevista concedida para a revista Veja, onda acusava o Ministério da Saúde de “ineficácia e incompetência” na compra de vacinas contra a Covid. Renan sugeriu que seja solicitado o áudio da entrevista para averiguar se Wajngarten faltou com a verdade na CPI.

“Se ele mentiu a revista Veja e a essa comissão, eu vou requerer à vossa excelência [presidente da CPI], na forma da legislação processual a prisão do depoente”, ameaçou Calheiros.

Mais cedo o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD) já tinha alertado ao ex-secretário sobre as “consequências futuras” caso ele estivesse mentindo sobre as afirmações feitas ao colegiado. O senador amazonense disse que Wajngarten poderia ser processado em instâncias jurídicas.

“A gente se sente meio protegido quando tem o poder por trás da gente. E quando não tem o poder, a gente fica abandonado e aí vem o arrependimento. Eu estou aqui lhe dando um conselho, seja objetivo e verdadeiro aqui na CPI”, declarou Omar.

Bate-boca na sessão

As ameaças irritaram os membros da bancada governista. O senador Eduardo Girão (Podemos-CE), acusou a mesa diretora de ser parcial no posicionamento aos depoentes. E disse que as perguntas estavam “humilhando” os convocados pela CPI que não respondiam as perguntas conforme os desejos do relator. Marcos Rogério (DEM-RO) disse que Renan estaria cometendo abuso de poder.

Prontamente, Omar Aziz defendeu a mesa dizendo que iria pedir o áudio e encerrar a sessão, mas os senadores pediram para continuar. Girão voltou a dizer que havia uma indução de respostas que estaria desprestigiando a CPI.

Aziz então subiu o tom dizendo que “humilhados são os 435 mil mortos”. “Ele tá muito bem protegido, todo mês ele tem dinheiro para comer. Que humilhação? Humilhação é o pobre que não tem dinheiro para comer, rapaz”, atacou o presidente da CPI.

O depoimento de Wajngarten continua ocorrendo no Senado.

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