quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governistas dão suporte às contradições de ex-secretário Wajngarten

Senadores Eduardo Girão e Marcos Rogério defenderam o ex-secretário Fábio Wajngarten, que mudou em depoimento as afirmações que fez em entrevista à revista Veja.
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As mudanças de posição do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten, em relação à entrevista que ele concedeu para a revista Veja foram enaltecidas pelos senadores governistas que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, nesta quarta-feira (12).

Fábio se recusou a reforçar a denúncia feita à Veja de que a equipe do Ministério da Saúde era “incompetente e ineficaz” para tratar com a Pfizer sobre a compra de vacinas. Esse foi um dos pontos que gerou até uma advertência ao Wajngarten pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD), e até uma ameaça de prisão feita pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL).

Os governistas Eduardo Girão (Podemos-CE) e Marcos Rogério (DEM-RO) entraram em campo nessa hora para rebater os dirigentes da CPI e lembrar que o depoimento de Wajngarten não poderia ser dirigido. “Esse caminho que a CPI está tomando não é bom, precisamos ouvir o depoente e não ameaçá-lo”, disse o senador cearense.

Marcos Rogério lembrou que Renan elogiou a postura do presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, de se opor a certas posturas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), mas esqueceu de destacar que ele confirmou que a Anvisa não foi pressionada em momento algum para aprovar ou reprovar qualquer tipo de medicamento. “Agora que o atual depoente está aqui dando um depoimento que não se adapta à narrativa, vêm as ameaças”, disse Marcos Rogério.

Omar Aziz disse que não estava ameaçando ou humilhando o depoente, mas lembrou que Wajngarten tem o compromisso de falar a verdade.

“Aqui estamos diante da seguinte situação: ou a revista Veja mentiu e deve desculpas a ele, ou ele está mentindo agora”, refletiu Omar Aziz, que chegou a ameaçar finalizar o depoimento do ex-secretário, uma vez que ele só foi convidado a depor na CPI pelo conteúdo da entrevista na qual ele diz ter guardado documentos, comunicações e e-mails de negociações com a Pfizer.

Mas, diante dos senadores, Wajngarten disse que todos estes documentos estão guardados no computador que usava na Secretaria de Comunicação. Isso fez com que Renan requisitasse da Secom tais informações.

Texto: Gerson Severo Dantas

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