Nesta quinta-feira (24) o direito ao voto feminino completa 90 anos, mas apesar dessa conquista, as mulheres, que cada vez mais tentam ganhar espaço na tomada de decisões, ainda sofrem com a violência política e com tentativas de excluí-las do espaço político. Para tentar prevenir e combater essa ações nas eleições desse ano, o Comitê do Amazonas de Combate à Corrupção criou o Grupo de Trabalho (GT) de Combate à Violência Política contra a Mulher.
O objetivo do GT, que conta com a participação de advogadas, contadoras, economistas, administradoras, jornalistas e representantes dos movimentos sociais que lutam pelos direitos das mulheres, é orientar, monitorar, prevenir e combater casos de violência política contra a mulher, com a realização de diligências e o recebimento de denúncias que, após análises, serão encaminhadas ao Ministério Público (MPAM).
A promotora de justiça do MPAM, Karla Cristina Sousa, comentou ao RealTime1 que o processo de conquista precisa ser constantemente reforçado.
”Nós, enquanto mulheres, precisamos a todo tempo fazer a defesa dos nosso posicionamentos em espaços políticos para que possamos ter voz e vez. Comemorar esses 90 anos é reconhecer que antes de nós tiveram outras mulheres que lutaram para ter o reconhecimento de seus direitos políticos. É necessário que essa estrutura de violência e de descriminação contra o feminino seja descontruído a todo tempo, porque ela ainda existe”.
PSOL silencia caso de violência política
A ex-candidata a vice-prefeita na chapa de José Ricardo (PT), Marklize Siqueira (PSOL), postou em sua rede social que tem sofrido uma perseguição política pelo projeto de pré-candidatura pluripartidária entre PSOL e PCdoB.
Ao RealTime1, Marklize disse, na manhã desta quinta-feira (24), que apesar dos encaminhamentos internos por meio de processo ético disciplinar no PSOL e de ter registrado um boletim de ocorrência, o partido ignorou o caso.

”Infelizmente vou ter que conviver com meu agressor. Ele segue no partido como se nada tivesse acontecido, intocável mesmo depois ter exposto de forma vil nas redes sociais uma liderança política mulher. A direção estadual nada fez. Muito triste”.
A pré-candidata à deputada estadual em um chapa coletiva intitulada ”bancada das manas”, disse que, no geral, vem recebendo apoio, mas ainda precisa enfrentar resistência. ”No geral as pessoas estão respeitando muito o nosso caminho de construção dessa candidatura e esse foi um caso de ataque mesmo de alguém que não aceita de jeito nenhum a movimentação que a gente está fazendo com o PCdoB para fazer a candidatura ser real”, completou.
Texto: João Luiz Onety
Leia Mais: