terça-feira, 22 de setembro de 2026

Transição energética domina debates e impulsiona ações no quinto dia da COP30

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transição energética

A transição energética voltou ao centro das discussões nesta sexta-feira (14/11) na COP30, em Belém. O encontro, já marcado por avanços regulatórios e busca por consensos, teve como destaque o lançamento da Declaração de Belém, criada pelo Instituto E+ para acelerar a industrialização verde nos próximos anos.

O dia também trouxe novas negociações sobre combustíveis sustentáveis. Ministros de diversos países participaram de mesas redondas para detalhar a implementação do compromisso internacional que prevê quadruplicar o uso de combustíveis alternativos ao longo da próxima década.

O pacto, apoiado por cerca de 20 nações antes mesmo do início da conferência, reforça o momento de cooperação mundial para reduzir emissões e transformar matrizes energéticas.

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Participação social e avanços em saúde climática

Além dos debates técnicos, o quinto dia da conferência deu espaço para pautas sociais. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou de um painel sobre gênero e clima, destacando o papel das mulheres e da juventude no combate ao racismo ambiental e na promoção da justiça climática.

As discussões também deram continuidade aos avanços anunciados na quinta-feira (13/11), como o Plano de Ação de Saúde de Belém, elaborado em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O documento, que já reúne 80 apoios — entre eles 30 países e 50 organizações — propõe respostas urgentes para desafios agravados pela crise climática, como calor extremo, poluição do ar e doenças infecciosas.

Outro avanço foi o anúncio da Coalizão de Financiadores de Clima e Saúde, formada por mais de 35 instituições filantrópicas. O grupo prometeu US$ 300 milhões para impulsionar pesquisas, políticas e soluções inovadoras focadas em saúde e clima.

O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, reforçou que esta edição representa a “COP da implementação”, por consolidar um ciclo regulatório iniciado no Acordo de Paris e abrir espaço para ações mais concretas na próxima década.

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