quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Testemunhas-bomba: deputado federal e irmão depõem sexta à CPI

Deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) vai acompanhar o irmão dele, Luís Ricardo Miranda, que alega ter sofrido pressões de um militar para acelerar compra da Covaxin.
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Numa rápida reunião para votar requerimentos de informações, convocações e quebra de sigilos, nesta quarta-feira (23), a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 do Senado Federal aprovou a convocação do servidor Luís Ricardo Fernandes Miranda, que atua no do Ministério da Saúde, e do irmão dele, o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF). Os depoimentos foram marcados para a próxima sexta-feira (25).

Luís Ricardo Fernandes Miranda prestou depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) em março, em um inquérito que investiga se houve favorecimento na negociação de compra da vacina Covaxin, produzida pela Bharat Biotech e que teve a intermediação da empresa Precisa Medicamentos. Naquele depoimento, o servidor alegou ter sofrido pressão de superiores para assegurar a importação dessa vacina, cujo custo de aquisição foi superior ao de outras fabricantes.

O superior que o pressionou em questão é o tenente-coronel Alex Lial Marinho, que exercia um cargo de diretoria no Ministério da Saúde.

De acordo com Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o irmão do servidor, o deputado federal Luís Miranda, procurou a CPI e se ofereceu para prestar depoimento. Em declarações públicas recentes, o deputado afirmou que, no caso da compra da vacina da Bharat Biotech, há fatos ainda mais graves do que a pressão relatada por seu irmão.

O deputado federal, que integra a base parlamentar do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara Federal, disse nessa quarta-feira (23) que já informou o presidente sobre a pressão que o irmão sofreu e as suspeitas sobre o negócio feito com a Precisa Medicamentos.

Adiamento

A sessão foi rápida porque o depoente convocado, o empresário Francisco Emerson Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, empresa que representa o laboratório Bharat Biotech no Brasil, comunicou estar cumprindo quarentena sanitária porque esteve na Índia e só retornou no último dia 15. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda neste caso que ele cumpra a quarentena domiciliar de 14 dias.

Maximiano deverá depor, segundo o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD), na próxima quinta-feira (1º/6).

Randolfe informou que, com esse adiamento, a agenda da comissão para esta semana passou por remanejamentos. Nesta quinta-feira (24) serão ouvidos os depoimentos que estavam marcados para sexta-feira (25): os de Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional e representante do Movimento Alerta, e Pedro Hallal, epidemiologista, pesquisador e professor da Universidade Federal de Pelotas.

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