quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Subprocurador pede afastamento do Ministro do Meio Ambiente

Tribunal de Contas da União vai julgar o pedido, que tem por base a denúncia-crime feita pelo ex-superintendente da PF no Amazonas, Alexandre Saraiva.
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O pleno do Tribunal de  Contas da União deverá analisar, na sessão da próxima segunda-feira, o pedido de afastamento do Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, feito pelo subprocurador-geral do Ministério Público no TCE, Lucas Rocha Furtado, com base em denúncia-crime oferecida pelo ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas Alexandre Saraiva, na última quarta-feira (14), e que causou a demissão dele do cargo.

Lucas Rocha Furtado quer o afastamento provisório de Salles até que o Supremo Tribunal Federal analise a denúncia-crime de Saraiva. Na peça o delegado acusa Salles, o senador Teomário Pinto (Pros/RR) e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, Eduardo Bin, de advocacia administrativa e tentativa de “dificultar e embaraçar investigação de ilícitos ambientais praticados por organização criminosa”.

O caso aconteceu após Alexandre Saraiva comandar uma operação que resultou na maior apreensão de madeira ilegal da história, com 65 mil toras de árvores sendo recolhidas pelos agentes da Polícia Federal. Salles foi até o local em que as toras estavam armazenadas, conversou com os responsáveis pelo crime ambiental e passou a criticar a investigação comandada pelo próprio Alexandre Saraiva.

Um dia após apresentar as denúncias, o delegado foi surpreendido com a remoção do cargo. Em nota, na noite desta quinta-feira (15), a Diretoria-Geral da corporação se limitou a dizer que Alexandre Saraiva havia deixado o cargo de superintendente do Amazonas junto com os superintendente de São Paulo, Santa Catarina, Bahia e Roraima, e que as trocas são uma rotina quando um novo Diretor-Geral, no caso Paulo Maurino, assume o cargo.

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