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domingo, 16 de maio de 2021

Delegado bolsonarista perde cargo após denunciar Ricardo Salles

Alexandre Saraiva será substituído no cargo de Superintendente da Polícia Federal no Amazonas pelo delegado Leandro Almada, atual número 2 da corporação

15 de abril de 2021

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Alexandre Saraiva saiu atirando do cargo ao apresentar denúncia-crime no STF contra o Ministro do Meio Ambiente e um senador de Roraima

O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Alexandre Saraiva, foi exonerado do cargo, nesta quinta-feira (15), um dia após encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia-crime contra o Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o senador Telmário Mota (Pros/RR). A superintendente do Amazonas ficou de divulgar uma nota oficial sobre a troca de comando na instituição na tarde de hoje ainda.

No documento, Saraiva acusa Salles e Telmário dos crimes de advocacia administrativa e de impedir ou embaçar investigação de infração penal que envolva organização criminosa. O embate entre o delegado federal e o ministro Salles veio a luz após uma operação da Superintendência da PF no Amazonas que realizou a maior apreensão de madeira ilegal da história. Salles criticou a operação e apontou falhas na investigação comandada por Saraiva.

A decisão de trocar o superintendente partiu do novo Diretor-Geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, que tomou posse há duas semanas, e nomeou para a superintendência do Amazonas o delegado Leandro Almada, atual número 2 de Saraiva no Amazonas.

Bolsonarista

Alexandre Saraiva era um dos delegados da Polícia Federal mais ligados aos filhos do presidente Jair Bolsonaro e quando o presidente exigiu do então ministro da Justiça Sérgio Moro a cabeça do superintendente da PF no Rio de Janeiro, o nome de Saraiva era o indicado para o cargo.

Na Amazônia, Saraiva está trabalhando há mais de dez anos, tendo também sido superintendente em Roraima. A atuação no Estado vizinho é a fonte das desavençãs com o senador Telmário.

Na briga com Salles, Alexandre Saraiva chegou a dizer que nunca tinha visto um ministro do Meio Ambiente que trabalhava contra o meio ambiente e as instituições encarregadas de zelar pela Amazônia. Ele defendeu a aoperação que fez a apreensão recorde e disse que o ministro atuava para defender uma quadrilha de bandidos.

Por conta deste histórico, foi demitido do cargo.

Texto: Gerson Severo Dantas

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