quinta-feira, 24 de setembro de 2026

STF realiza audiência sobre emendas: em clima de tensão política, Motta e Alcolumbre não comparecem

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Ministro Flávio Dino vem cobrando ações de transparência em relação às emendas parlamentares
Ministro Flávio Dino vem cobrando ações de transparência em relação às emendas parlamentares

A audiência pública do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre emendas parlamentares, realizada nesta sexta-feira (27/06), contou com a ausência dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Apesar de terem confirmado presença até a véspera, os dois líderes optaram, de última hora, por não participar diretamente do encontro.

Segundo fontes próximas, a escolha foi por uma condução mais técnica, com a presença de advogados representando as duas Casas Legislativas.

A ausência ocorreu em meio a um cenário delicado entre o Congresso e o governo, que sofreu uma derrota com a derrubada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A audiência foi convocada pelo ministro Flávio Dino, relator das ações que discutem a legalidade das emendas impositivas.

O objetivo é reunir argumentos técnicos para o julgamento futuro dos casos no STF. Dino destacou que não se trata de questionar o direito dos parlamentares, mas sim de avaliar a compatibilidade das emendas com a Constituição.

Durante sua fala, o ministro comparou o debate à recente decisão da Corte sobre o Marco Civil da Internet.

“Estamos tratando de valores constitucionais que devem conviver em harmonia. Não há direito adquirido quando algo fere a Constituição”, afirmou Dino.

Ele também explicou que as emendas parlamentares não estão bloqueadas, exceto em situações específicas sob investigação.

A tensão entre Legislativo e Judiciário cresceu após uma decisão de Dino, em 10 de junho, que cobrou explicações da Câmara e do Senado sobre a execução de emendas no Ministério da Saúde. Na ocasião, o ministro sugeriu a existência de um novo tipo de orçamento secreto.

Apesar da ausência dos presidentes das Casas, o STF manteve o foco em esclarecer aspectos técnicos da execução orçamentária e dos limites constitucionais que envolvem as emendas de execução obrigatória.

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