quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Sindicatos do setor plástico chegam a um acordo na negociação salarial

Após 10 rodadas de negociações, que ocorreram durante três meses, os sindicatos chegaram a um acordo que determina um reajuste salarial de 10,16%.
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Sindicatos laboral e patronal da indústria de material plástico chegaram a um acordo que determina um reajuste salarial de 10,16%, que corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O percentual alcança os índices inflacionários, sem aumento real. As negociações da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2021-2022 encerraram após três meses de discussões.

O piso salarial da categoria subiu de R$1.487,35 para R$1.638,46. O reajuste será pago de forma retroativa (janeiro de 2022).

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico de Manaus (Sindiplast), Francisco Brito, relatou que os representantes da categoria chegaram a um consenso após 10 rodadas de negociações. Ele afirma que os representantes patronais demonstraram resistência para aceitar a proposta de reajuste feita pelos trabalhadores.

Brito relembrou que os trabalhadores ao perceberem as dificuldades para o fechamento do acordo decidiram deflagrar greve com o intuito de pressionar os empresários para o atendimento às reivindicações trabalhistas. O sindicalista acredita que a pressão surtiu o efeito esperado.

“Fizemos várias paralisações durante os meses de dezembro e janeiro em diversas indústrias do setor plástico. Acredito que após a pressão os empresários resolveram atender ao pleito dos trabalhadores. O resultado foi satisfatório”, comentou.

Momento foi de aprendizagem

Para o diretor executivo do Sindicato da Indústria de Material Plástico de Manaus (Simplast), Paulo Abreu, o período de discussões para o fechamento da Convenção Coletiva do setor, neste ano, foi um momento de aprendizado para os dois sindicatos, patronal e laboral. Ele afirma que o movimento grevista idealizado pelos trabalhadores é considerado como natural e não foi visto como pressão.

“Toda negociação é difícil. É preciso ter boa proposta, boa intenção e análise dos pontos de vista. As discussões foram mais demoradas porque tivemos período de festas de final de ano seguido de recesso nas atividades de empresários do sindicato. Também não tínhamos a divulgação dos números do INPC. Mas, considero o resultado da negociação como positivo para ambas as partes”, disse o empresário.

Texto: Priscila Caldas

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