quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Setor termoplástico cresceu 89,20% no quadrimestre

O segmento registrou o terceiro maior resultado, atrás apenas da indústria naval (146,48%) e do setor de bens de informática do polo eletroeletrônico (96,33%).
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Indústria Wirth Calçados Dois Irmãos (RS) 14.04.2006 - Foto: Miguel Ângelo

O setor termoplástico do Polo Industrial de Manaus (PIM) fechou o primeiro quadrimestre deste ano com incremento de 89,20% no faturamento, em relação a igual período de 2020. Os números são dos Indicadores de Desempenho do PIM, divulgados pela Suframa.

De janeiro a abril deste ano, o segmento termoplástico contabilizou mais de R$4,4 bilhões. Nos quatro primeiros meses do ano anterior esse saldo foi de R$2,3 bilhões. O crescimento no período foi de 89,20%.

Na análise dos resultados mais recentes dos indicadores, em relação aos demais segmentos fabris, o setor termoplástico foi o que registrou o terceiro maior resultado, atrás apenas da indústria naval (146,48%) e do setor de bens de informática do polo eletroeletrônico (96,33%).

De acordo com o diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Material Plástico de Manaus (Simplast), Paulo Abreu, a demanda segue crescente. Ele explica que o abastecimento do principal insumo, que é a resina, foi normalizado em junho deste ano.

As indústrias sentiram leve impacto no fornecimento do insumo importado em decorrência da obstrução no Canal de Suez, no mês de março.

“A partir da compra, o tempo de fornecimento da resina é de 45 dias. Sofremos algo pontual, no início do ano, devido à obstrução no Canal de Suez, mas não chegou a afetar o volume de produção local. Desde junho o abastecimento está normalizado”, informou o empresário.

Conforme Abreu, 90% do que é produzido por meio do processo de extrusão (embalagem criada através do sopro, como garrafas por exemplo), pelas fabricantes do PIM, abastece a região sul do país.

Texto: Priscila Caldas

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