terça-feira, 22 de setembro de 2026

Setor privado deve ser protagonista da reinvenção da economia da Amazônia, afirma Denis Minev

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O CEO do Grupo Bemol, Denis Minev, enviado especial da COP30 para representar a iniciativa privada da região amazônica, afirmou que o setor privado precisa assumir protagonismo na reinvenção da economia da Amazônia, conciliando desenvolvimento e preservação.

“Nós temos 70 milhões de hectares mal utilizados na Amazônia, terras degradadas que podem ser transformadas em oportunidades para geração de riqueza, empregos e conservação ambiental. Essa é a responsabilidade da nossa geração de empreendedores e empresários”, destacou.

Esse foi o tem do discurso durante a solenidade de entrega do documento científico amazônico ao presidente da conferência, embaixador André Corrêa do Lago, na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), nesta quarta-feira (20/08)

Uso sustentável e economia de baixo carbono

Minev defendeu que o aproveitamento inteligente dessas áreas deve considerar não apenas a produtividade econômica, mas também os impactos ambientais, como o armazenamento de carbono, a regulação da água e a proteção da biodiversidade.

Para ele, esse é um passo essencial para construir novos modelos de negócios na região.

O empresário também enfatizou a necessidade de mecanismos de mercado que incentivem práticas sustentáveis.

“O setor privado olha com esperança para medidas como a precificação do carbono, que pode estimular a agricultura regenerativa, a restauração florestal e outras frentes de desenvolvimento sustentável”, afirmou.

Justiça climática e reconhecimento internacional

Ao reforçar o papel estratégico da região no cenário global, Minev defendeu que o financiamento climático seja repensado sob a ótica da justiça climática.

Ele destacou que, apesar dos desafios sociais, a Amazônia continua sendo “a floresta tropical mais preservada do mundo”.

É necessário que isso seja reconhecido. Nós temos muitas mazelas, mas também somos o melhor exemplo de preservação em larga escala”, ressaltou.

O encontro

A solenidade integrou o Encontro da Comunidade Científica e Tecnológica da Amazônia com a Presidência da COP30, que reuniu mais de 40 instituições acadêmicas e de pesquisa.

Durante o evento, foi entregue ao embaixador André Corrêa do Lago um documento de mais de 400 páginas, consolidando propostas amazônicas para a Agenda de Ação do Mutirão Global contra a Mudança do Clima (2025-2035). O relatório será levado à COP30, que ocorre em Belém, em novembro.

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