Os senadores do Amazonas se dividem sobre a decisão do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), de instalar as Comissões Parlamentar de Inquérito (CPIs) somente após as eleições.
Para Omar Aziz (PSD), o Senado tem poder de investigar independente se é eleição ou não. “Depois da eleição vão dizer que vem Ano Novo, Natal e depois vem o carnaval e aí vai embora”.
Omar diz que o presidente errou na decisão, já que a eleição não inviabiliza a Comissão de funcionar. “Eu não vou participar porque estou na reeleição, mas têm senadores que não estão, não são candidatos em lugar nenhum que podem muito bem fazer essa investigação”, disse Omar.
Eduardo Braga (MDB) lamentou a decisão e disse acreditar que a CPI do Ministério da Educação MEC, especificamente, que ele assinou, “é um instrumento parlamentar para desvendar as suspeitas de lobby no Ministério da Educação.”
Já Plínio Valério (PSDB), acredita que a decisão foi sensata, principalmente porque, segundo ele, houve muita pressão para que a CPI do MEC fosse instalada.
“Tinha a minha das ONGs já esperando que tinha que ser empurrada para cima então a pressão foi grande para que se instalasse a do MEC e nós fizemos pressão sem ter nada a ver com o governo”, disse o senador.
Plínio disse, ainda, que se os argumentos forem realmente fortes, ninguém destruir provas. “Hoje é tudo transparente e eu não acredito que vai empobrecer eu acredito que pode arrefecer alguns ânimos daqueles querendo que fosse agora em período eleitoral. Período eleitoral e complicado.”
Quatro CPIs estão na fila para serem instaladas
Uma sobre as denúncias de corrupção e irregularidades no ministério durante a gestão do ex-ministro Milton Ribeiro, as irregularidades que resultaram na existência de obras públicas inacabadas, o crime organizado e o narcotráfico e a relação entre o aumento de homicídios de jovens e adolescentes, nos anos de 2016 a 2020, com essa atividade criminosa, além do desmatamento ilegal e as ONGs na Amazônia.
Texto: Aldizangela Brito
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